Menino supostamente agredido pelo padrasto está há dois meses sem ver pai biológico
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Por Luiz Haab
O pai de um menino de quatro anos – que seria vítima de maus-tratos pelo atual padrasto – procurou a CGN nesta sexta-feira (27) para pedir ajuda. Ele conta que está há quase dois meses sem ver ou mesmo ter notícias do menino. Para entender o caso é preciso voltar até o dia 2 de fevereiro deste ano.
Denúncia de agressão
Naquele dia, a Polícia Militar foi acionada até o bairro Periolo, na região Norte de Cascavel, após denúncias de agressão contra um menino. A criança foi encontrada com hematomas na cabeça. A versão apresentada pela mãe era de uma queda. Ainda assim, surgiram suspeitas sobre o padrasto.
O pai biológico tentou ficar com o garoto e a outra filha, uma menina de cinco anos que também está com a mãe. O Conselho Tutelar foi chamado, o casal foi levado à delegacia e liberado em seguida. Depois disso, silêncio.
“Fazem dois meses que o ocorrido aconteceu. O meu filho está sendo agredido pelo padrasto. Teve mais ou menos 30 denúncias do lugar de onde eles moravam até o conselho chegar lá, foi levado para a delegacia, foi feito esclarecimento, coisas assim, mas foi só o que aconteceu, foram liberados em seguida. Foram feitos os acompanhamentos, todo o procedimento que a conselheira Sandra me passou eu fiz”, disse o pai à CGN.
Há cerca de um mês e meio o pai procurou o Conselho Tutelar e foi orientado a acessar a Defensoria Pública para entrar com o pedido de guarda definitiva dos filhos. Foi o que ele fez, mas ainda não teve retorno do Ministério Público e está na aflição para poder ver novamente as crianças, depois de quase dois meses.
Medida protetiva vira novo obstáculo
A situação ganhou um novo elemento quando o pai acabou surpreendido por uma medida protetiva contra ele.
“Ela alegou que estava sendo ameaçada. E com isso eu não posso ligar, não posso mandar mensagem, não posso fazer nada”, diz.
Na prática, segundo ele, a decisão o impede de qualquer aproximação, inclusive em relação aos filhos. “Eu não tenho mais contato nenhum”, complementa.
Revolta e saudade
O caso envolve muitas suspeitas, várias trocas de acusações e muita saudade.
“Estou há dois meses sem uma solução. O Conselho Tutelar, a polícia… eu não sei mais o que fazer, pois o que foi mandado fazer eu fazer, mas não vi resultado nenhum. Tenho saudades do meu filho e da minha filha. Como que fica o coração de pai sem ver as crianças? É a mistura de revolta com tristeza”, finaliza.
A CGN também está à disposição para ouvir as versões da mãe e do padrasto, além do Ministério Público.