Polêmica e 'caminhos abertos': ritual com animal vivo preocupa moradora do Maria Luiza
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Por Luiz Haab
Uma cena registrada nesta quinta-feira (26) preocupou uma moradora do bairro Maria Luiza, em Cascavel. Em uma área de mata, na esquina das ruas José Bartinik e Cesário Bazaki, ela disse ter ficado indignada ao registrar imagens de um local com diversos alimentos, flores e uma galinha morta.
No vídeo e nas fotos é possível ver frutas como bananas, maçãs, uvas e abacaxi espalhadas pelo chão, além de flores brancas, recipientes plásticos e também um frango ainda vivo que, segundo uma moradora, estava em situação de sofrimento.
“Olha, gente! A situação tá complicada… Jogaram um frango vivo, com um monte de nome na fita. […] O bicho tá morrendo de sede e fome”, disse a moradora, que preferiu não se identificar. Ela afirmou que soltou o animal e retirou a fita que o prendia. A tal fita continha vários nomes, o que levou a moradora a suspeitar de que poderia se tratar de algum tipo de ritual religioso. “Tinha camarão, também tinha galinha morta”, completou.
‘O que é isso?‘
De acordo com um médium de Umbanda consultado pela CGN, esse tipo de oferenda é conhecido como “ebó”, um ritual presente em religiões de matriz africana. Segundo ele, o ebó pode ter diferentes finalidades espirituais, sendo uma das mais comuns a chamada “abertura de caminhos”, relacionada à busca por proteção, prosperidade ou superação de dificuldades.
Ainda conforme o religioso, a presença de elementos varia de acordo com o objetivo do ritual: quando há animais mortos, a prática pode estar associada ao pagamento simbólico de dívidas; já o uso de animais vivos tende a estar ligado à abertura de caminhos e à busca por prosperidade.
Orientações
Em nome da liberdade religiosa, que é um direito assegurado pela Constituição, uso deanimais em ritos dessa natureza é permitido pela Lei, especialmente levando em consideração as religiões de matriz africana presentes no Brasil, a exemplo da Umbanda e do Candomblé. Mas importante ressaltar que a Lei também diz que essas práticas devem ser realizadas com responsabilidade, sem causar danos ao meio ambiente ou sofrimento a animais, além de respeitar as normas legais.