De graça, mas não para todos: Entenda os limites de acesso ao Castramóvel e ao Samucão em Cascavel
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Por Luiz Haab
Se você mora em Cascavel e se incomoda com os animais na rua ou se tem um bichinho de estimação que precisa de atendimento veterinário, mas não tem condições de pagar por isso, a entrevista que a CGN fez nesta quinta-feira (26) responde tudo o que você precisa saber.
A principal pergunta é: quem tem direito aos serviços do Castramóvel e do Samucão? A resposta passa por critérios definidos pela Prefeitura. De acordo com o gerente de Bem-Estar Animal e Vida Silvestre do município, Rafael Spinelli, os serviços públicos são voltados principalmente para animais em situação de rua, pets resgatados por protetores independentes ou organizações e também para famílias em vulnerabilidade social. Nesses casos, é necessário comprovar renda: para atendimento veterinário, o limite é de até um quarto do salário mínimo por pessoa da família; já para a castração, o teto é de meio salário mínimo por pessoa.
Outro ponto obrigatório é estar com o Cadastro Único atualizado junto ao Cras. Sem esse cadastro regularizado — que deve ser renovado periodicamente — o atendimento não é autorizado. Com a documentação em dia e dentro dos critérios, o animal pode ser encaminhado tanto para atendimento clínico quanto para os procedimentos de castração.
Samucão + Castramóvel
O município mantém duas frentes principais de atuação: Uma delas é o atendimento veterinário, realizado pela equipe conhecida como Samucão, voltado para casos clínicos e emergenciais. A outra é o controle populacional, com castrações feitas durante todo o ano, tanto em clínicas credenciadas quanto por meio do Castramóvel, que percorre bairros da cidade para facilitar o acesso da população ao serviço gratuito.
Mesmo com esse suporte público, a orientação da Secretaria é clara: quem decide ter um animal assume uma responsabilidade de longo prazo. Muitos dos atendimentos registrados, segundo Spinelli, são consequência de situações que poderiam ser evitadas, como animais soltos nas ruas ou que não foram castrados. Além de aumentar o risco de acidentes, esse comportamento contribui para a superpopulação e a propagação de doenças.
O tutor, inclusive, tem obrigação legal de garantir o bem-estar do pet. Isso inclui oferecer atendimento veterinário sempre que necessário. Em casos de negligência, podem ser aplicadas penalidades. A recomendação também é manter a vacinação em dia, especialmente contra a raiva, seguindo orientação de um profissional veterinário.
Problemas envolvendo animais, como suspeitas de maus-tratos, excesso de latidos ou pets com acesso frequente à rua, podem ser denunciados pelo telefone 156. A fiscalização avalia cada situação e pode orientar o responsável ou tomar medidas, caso seja constatada alguma irregularidade. A prefeitura reforça, no entanto, que as denúncias devem ser feitas com responsabilidade, para não comprometer o atendimento de casos realmente graves.
No fim, embora o município ofereça suporte para quem mais precisa, a principal mensagem é que ter um animal vai muito além do carinho: é um compromisso que pode durar mais de uma década — e que exige cuidado, prevenção e responsabilidade diária.
Telefones úteis
(45) 99151-2716 • Samucão e serviços veterinários
(45) 99146-7370 • Castramóvel
156 • Disk denúncia