Motorista que atropelou e matou diarista admite que fugiu do flagrante: “Era a hora dela”

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De acordo com as investigações, o condutor, identificado como Alceu, é suspeito de ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. Uma testemunha...
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Foto: Reprodução Record

Por Allan Machado

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O caso da morte da diarista Roseli Baires de Souza, de 61 anos, ganhou novos desdobramentos após o motorista suspeito se apresentar à polícia. O acidente ocorreu no dia 11 de março, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, e é investigado pela Polícia Civil do Paraná.

De acordo com as investigações, o condutor, identificado como Alceu, é suspeito de ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. Uma testemunha ouvida pela polícia relatou que estava com o motorista em um bar pouco antes do acidente e afirmou que ele apresentava sinais de embriaguez. A informação foi confirmada pelo delegado Igor Moura, responsável pelo caso.

Roseli, que trabalhava como diarista, havia adquirido uma motocicleta para facilitar o deslocamento entre os empregos. No dia do acidente, ela retornava para casa após um dia de trabalho quando foi atingida. Segundo a investigação, o motorista teria realizado uma manobra proibida com um veículo modelo Logan e não parou para prestar socorro. Imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia indicam que a moto da vítima estava com o farol aceso, contrariando a versão apresentada pelo motorista.

Motorista suspeito de provocar acidente em Colombo enviou mensagens à família de diarista Após a morte da diarista, Alceu ainda enviou mensagens aos familiares da vítima. Ele alegou que Roseli trafegava em alta velocidade e com a luz apagada, o que teria causado o acidente. Nas mesmas conversas, o condutor também responsabilizou a vítima pela própria morte e fez declarações que causaram indignação. “Não sei se ela procurou, o que foi […] nem chegou a frear, ela freou […] tem que pensar que ela está viajando e que algum dia encontra […] Era o dia dela, não tem o que eu falar outra coisa para você” disse o suspeito. Após o acidente, o suspeito deixou o local sem prestar socorro e só se apresentou à delegacia dias depois. O suspeito prestou depoimento e responde ao processo em liberdade. Segundo a investigação, ele ainda teria escondido o veículo em uma chácara e mudado o carro de local após a repercussão do caso pela televisão. Roseli era casada, deixa filhos e netos. A família cobra justiça e acompanha o andamento das investigações. Já o suspeito prestou depoimento e responde ao processo em liberdade. Advogado do motorista se pronuncia Em entrevista ao programa Balanço Geral desta terça-feira (24), o advogado do motorista, Francisco Chiuratto, afirmou que o suspeito assumiu que fez a conversão proibida, mas ressalta que ele não estava sob efeito de álcool.

“A defesa teve acesso aos áudios enviados para o senhor Alceu, à família da vítima, com quem ambos vêm conversando. Ele estava sofrendo ameaças da família, essas ameaças já cessaram, e o senhor Alceu realmente se solidarizou. Podemos perceber esse áudio em que ele se solidariza e assume os fatos ocorridos, não há nenhuma alteração do cenário, não há nenhuma alteração da verdade já dita em entrevista por nós também. Ele assume realmente que fez a conversão em local proibido, porém não havia ingerido algo que pudesse tirar a capacidade dele de dirigir e de ter atenção sob a direção do veículo automotor”, disse o advogado.

Fonte: Banda B/ Record

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