
“Tinha apelido de Papai Noel e estava com o cartão da vítima”, diz delegado sobre argentino suspeito de matar Clereni Menegassi
De acordo com o delegado, a prisão preventiva do suspeito, um argentino de 65 anos, foi cumprida na cidade de São Miguel do Iguaçu, na região...
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Por Luiz Haab
A Polícia Civil de Cascavel detalhou, na manhã deste domingo (22), os desdobramentos da investigação que levou à prisão do homem suspeito de matar a idosa Clereni Maria Menegassi, de 68 anos. A coletiva de imprensa foi concedida pelo delegado Fabiano Moza, responsável pelo caso na Delegacia de Homicídios.
De acordo com o delegado, a prisão preventiva do suspeito, um argentino de 65 anos, foi cumprida na cidade de São Miguel do Iguaçu, na região de fronteira. A possibilidade de fuga para o país de origem foi um dos principais fatores que motivaram a urgência da medida judicial.
Durante a operação, além do mandado de prisão, também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Em um dos endereços, os investigadores localizaram objetos pertencentes à vítima, incluindo carteira e cartão de crédito. Já em outro local, foram apreendidas roupas que, segundo a polícia, teriam sido utilizadas pelo suspeito no dia em que deixou Cascavel.
As investigações apontam que o homem fugiu da cidade no dia 3 de março, por volta das 10h15, embarcando na rodoviária. O corpo de Clereni foi encontrado no dia seguinte, em sua residência na Rua Três Barras, no bairro Universitário. Conforme o laudo pericial, a morte teria ocorrido cerca de 24 horas antes da localização, o que coincide com o horário da fuga.
O delegado destacou que o trabalho investigativo começou praticamente do zero. A única informação inicial era de que o suspeito seria um homem argentino, conhecido apenas por um apelido. Ao longo de cerca de três semanas, a equipe da Delegacia de Homicídios reuniu elementos que permitiram identificar e localizar o investigado.
Outro ponto ressaltado durante a coletiva foi o fato de que o suspeito não era conhecido por familiares ou vizinhos da vítima. Segundo a polícia, Clereni teria iniciado contato com o homem por meio de um aplicativo de relacionamento, o que reforça a linha de investigação já apontada desde os primeiros dias do caso.
O delegado também fez um alerta sobre os riscos de relacionamentos iniciados pela internet, especialmente quando há pouca ou nenhuma informação sobre o histórico da outra pessoa. Segundo ele, situações como essa podem expor vítimas a perigos, principalmente quando há rápida aproximação e acesso à residência.
O caso, inicialmente tratado como feminicídio, segue em investigação para o completo esclarecimento da motivação do crime e de todas as circunstâncias envolvidas. O suspeito permanece à disposição da Justiça após ser trazido de volta a Cascavel, onde foi interrogado e passou pelos procedimentos legais.
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