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Menina de 6 anos apresenta “encolhimento” inexplicável em metade do corpo

Valerie Jensen começou a apresentar os primeiros sinais do problema em setembro do ano passado. Segundo a mãe, Katelynn Jensen, inicialmente a filha reclamava apenas de...

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Por Diego Cavalcante

Uma menina de apenas seis anos tem intrigado médicos nos Estados Unidos após desenvolver uma condição rara e ainda sem explicação: o lado direito de seu corpo parece estar encolhendo progressivamente, da ponta dos dedos dos pés até os braços. O caso ocorre em Idaho Falls, no estado de Idaho, e mobiliza especialistas de diversas áreas na tentativa de descobrir a causa.

Valerie Jensen começou a apresentar os primeiros sinais do problema em setembro do ano passado. Segundo a mãe, Katelynn Jensen, inicialmente a filha reclamava apenas de dores nas pernas, o que parecia ser algo comum durante a fase de crescimento. No entanto, as dores evoluíram rapidamente para episódios intensos, com a menina chorando e gritando de dor todas as noites.

A situação chamou ainda mais atenção em outubro, quando a mãe percebeu que o dedão do pé direito da menina estava com uma coloração roxa incomum, como se houvesse problemas de circulação. Além disso, surgiram manchas semelhantes a hematomas nas duas pernas, do joelho para baixo.

Preocupada, a família procurou atendimento médico. Exames de sangue foram solicitados, mas os resultados não indicaram qualquer anormalidade. Outros testes também foram realizados e, novamente, nenhuma explicação foi encontrada para os sintomas.

Durante uma avaliação mais detalhada, o médico constatou que a perna direita de Valerie já estava cerca de um centímetro menor que a esquerda. Em poucas semanas, o pé direito começou a apresentar sinais de atrofia e um raio-X revelou que ele havia realmente ficado menor que o outro.

O caso surpreendeu até mesmo os profissionais envolvidos. O médico da família, Craig Steiner, afirmou que nunca havia visto algo semelhante em toda a sua carreira. Apesar de inúmeros exames e consultas com especialistas, nenhuma causa foi confirmada até agora.

Enquanto os médicos investigavam, Valerie continuava sofrendo com dores constantes. A mãe relata que a família passou por muitas noites sem dormir, tentando entender o que estava acontecendo e como ajudar a filha.

Em busca de respostas, os pais levaram a menina a um cirurgião ortopédico pediátrico em Salt Lake City, no estado de Utah, a cerca de quatro horas de distância de casa. Novos exames, incluindo ressonâncias magnéticas e avaliações adicionais, foram solicitados.

Inicialmente, os médicos suspeitaram de uma possível doença autoimune e Valerie foi encaminhada para especialistas em reumatologia e dermatologia. Mesmo assim, os resultados continuaram inconclusivos.

Em dezembro, outro detalhe chamou a atenção dos médicos: o braço direito da menina também estava menor que o esquerdo. Pouco depois, exames mais amplos indicaram que todo o lado direito do corpo apresentava estruturas menores, incluindo dedos, mãos e ligamentos. O quadro foi classificado como hemiatrofia — condição caracterizada pela diminuição de um lado do corpo —, porém sem causa definida.

Além das alterações físicas, Valerie também perdeu cerca de 4,5 quilos em cinco meses, algo considerado incomum para uma criança dessa idade.

Em janeiro, ela passou por avaliação com um especialista em genética. Os médicos agora analisam o DNA da menina em busca de alguma alteração rara que possa explicar o crescimento assimétrico do corpo, mas o processo pode levar meses.

Enquanto isso, a condição continua avançando. O lado direito do corpo de Valerie — incluindo pernas, braços e até a língua — segue apresentando sinais de alteração.

Após vários meses sem consulta, a menina retornou recentemente ao médico da família, que percebeu que a diferença entre os dois lados do corpo havia aumentado ainda mais. Para os profissionais, o fato de o quadro continuar evoluindo sem diagnóstico é motivo de preocupação.

Em fevereiro, Valerie foi avaliada por uma neurologista infantil especialista em doenças neuromusculares. O exame mostrou que a força muscular da menina permanece normal, mas os reflexos do lado direito do corpo desapareceram completamente, o que pode indicar um problema envolvendo os nervos periféricos.

Diante do mistério médico, novos exames foram solicitados, incluindo uma ressonância de alta resolução da medula espinhal e testes de condução nervosa, além da continuidade da investigação genética.

A família mantém esperança de finalmente encontrar uma resposta. Segundo a mãe, após a consulta neurológica, pela primeira vez eles sentiram que alguém estava analisando o caso de forma completa.

Enquanto aguardam o diagnóstico, os pais também enfrentam dificuldades financeiras devido às viagens constantes para consultas e exames. Para ajudar com os custos, eles criaram uma campanha de arrecadação online.

Mesmo diante das incertezas, a maior preocupação da família continua sendo o sofrimento da menina. Segundo a mãe, é extremamente difícil assistir à filha lutar contra algo que ainda não tem explicação.

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