
Umuarama é a nona cidade do Paraná com maior número de mortes no trânsito
A maior parte dessas ocorrências foi registrada no trecho urbano da PR-323, rodovia que corta a cidade e concentra grande fluxo de veículos diariamente....
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Por Allan Machado
Umuarama aparece entre as cidades do Paraná com maior número de mortes no trânsito e o dado acende um alerta para autoridades e moradores. De acordo com levantamento do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), o município ocupou em 2025 a nona posição no ranking estadual de óbitos em acidentes, com 14 mortes registradas.
A maior parte dessas ocorrências foi registrada no trecho urbano da PR-323, rodovia que corta a cidade e concentra grande fluxo de veículos diariamente.
O alto número de acidentes, muitos deles provocados por imprudência de motoristas e excesso de velocidade, tem causado preocupação na administração municipal. Além das mortes, as ocorrências deixam dezenas de feridos e geram prejuízos materiais. Para o prefeito Fernando Scanavaca, o cenário é ainda mais preocupante porque muitas das vítimas são jovens.
“São muitas vidas que estão sendo perdidas por imprudência, por falta de atenção e principalmente por abuso na velocidade, um problema sério em nossa cidade”, afirmou.
O levantamento estadual do Detran-PR mostra que os maiores números absolutos de mortes no trânsito estão concentrados em cidades com grande fluxo de veículos e população elevada. No ranking estadual aparecem:
O ranking reforça que cidades de diferentes portes enfrentam problemas semelhantes relacionados à segurança viária, como excesso de velocidade, desatenção e desrespeito às regras de trânsito.
Umuarama teve 31 mortes no trânsito em dois anos
Dados do Detran e da Secretaria Municipal de Segurança, Trânsito e Mobilidade Urbana, apontam que Umuarama registrou 1.280 acidentes em 2024, com 17 mortes, sendo 15 delas no local da ocorrência, e 634 pessoas feridas. Em 2025, o número subiu para 1.369 acidentes, com 657 feridos e 14 mortes confirmadas.
Entre os tipos de ocorrência, as colisões laterais e transversais lideram o ranking, com 725 registros, seguidas por colisões traseiras, com 228, choques contra obstáculos, com 116, e colisões frontais, com 86, geralmente as mais graves.
Ao todo, 2.925 pessoas se envolveram em acidentes na cidade. A maioria estava em automóveis, 1.066 pessoas, ou motocicletas e motonetas, 579.
As vias com maior número de acidentes foram as avenidas Paraná, com 128 ocorrências, Dr. Ângelo Moreira da Fonseca, com 105, Rio Grande do Norte, com 45, Londrina, com 39, Parigot de Souza, com 37, e Presidente Castelo Branco, com 36. A avenida Portugal e a rua Governador Ney Braga registraram 34 acidentes cada.
Entre os cruzamentos considerados mais perigosos estão Ney Braga com Paraná, com 11 acidentes, Cambé com Paraná, Ministro Oliveira Salazar com Flórida e Ministro Oliveira Salazar com Arapongas, todos com oito ocorrências.
Investimentos em sinalização
Para tentar reduzir os índices, a prefeitura afirma ter ampliado investimentos em sinalização, instalação de semáforos e fiscalização eletrônica para evitar avanço de sinal vermelho. Rotatórias também foram implantadas em pontos estratégicos e câmeras passaram a monitorar vias movimentadas.
Para o prefeito Fernando Scanavaca, a solução passa por uma combinação de fiscalização mais rigorosa e mudança de comportamento dos motoristas. “A conscientização nem sempre produz o efeito esperado. Talvez seja necessário endurecer a fiscalização para evitar que mais vidas sejam perdidas no trânsito”, concluiu.
Segundo o secretário municipal de Segurança, Trânsito e Mobilidade Urbana, Valdecir Capelli, a gravidade dos acidentes aumenta diretamente com a velocidade dos veículos. “Quanto mais rápido o veículo trafegar, mais letal se torna o acidente, principalmente quando envolve motociclistas”, afirmou.
Fonte: O Bemdito.
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