Fernanda Torres e Walter Salles entrevistam Wagner Moura e Kleber Mendonça; veja conversa

Wagner Moura critica Bolsonaro em entrevista a Jimmy Kimmel e cita possível discurso no Oscar O primeiro trecho da conversa, em que os artistas falam sobre o...

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Por Agência Estado

A campanha de O Agente Secreto ao Oscar 2026 está na reta final, mas recebeu um apoio importante na tarde desta quinta-feira, 5. A atriz Fernanda Torres e o diretor Walter Salles, de Ainda Estou Aqui, filme que trouxe ao Brasil o primeiro Oscar de Filme Internacional, participaram de um bate-papo com o ator Wagner Moura e o diretor Kleber Mendonça Filho para promover o longa brasileiro.

Wagner Moura critica Bolsonaro em entrevista a Jimmy Kimmel e cita possível discurso no Oscar
O primeiro trecho da conversa, em que os artistas falam sobre o Brasil e a identidade nacional de seus cidadãos, foi divulgado na página do Instagram de O Agente Secreto voltada ao público dos Estados Unidos. Outros trechos da entrevista devem ser divulgados nos próximos dias.

“É sempre complicado explicar o que diabos é o Brasil. E então, de repente, nós temos dois filmes concorrendo ao Oscar que significam algo para o mundo”, comentou a atriz, antes de perguntar aos colegas o que tocou o público internacional em ambas as produções.

“A chave do sucesso, algo que une Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto, é que lidamos com tempos difíceis na política e na sociedade, mas ainda mantemos um lado alegre em ambos os filmes”, afirmou Mendonça Filho.

“Há algo que diferencia O Agente Secreto”, pontuou Salles. “O filme mudou a nossa própria percepção sobre a nossa identidade, do melhor jeito possível. O filme é tão polifônico e multifacetado que entendemos que podemos ser maiores do que imaginávamos”, argumentou o diretor.

“De repente, estamos abraçando a cultura do nordeste e estamos orgulhosos disso enquanto brasileiros. Isso está sendo sentido fora do Brasil”, continuou Salles. Para o cineasta, o longa conseguiu mostrar novas facetas e culturas nacionais para o restante do mundo.

Para Moura, a criação da identidade por meio da cultura é especialidade do cinema norte-americano. “É lindo conseguirmos fazer isso também, não somente para o exterior, mas também para nós mesmos”, finalizou o ator.

O Oscar ocorre ainda este mês, no dia 15 de março. O longa brasileiro está indicado em quatro categorias – Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Escalação de Elenco -, e tem fortes chances de vencer a categoria internacional. O seu grande rival na categoria é Valor Sentimental, do norueguês Joachim Trier.

Assista à entrevista clicando aqui.

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