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Entre mochilas e calçadas: os contrastes do entorno das escolas em Cascavel

Em frente à Escola Municipal Hermes Vezzaro, por exemplo, moradores relatam situações que chamam a atenção e causam desconforto. Em determinados dias, pessoas em situação de...

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Por Diego Cavalcante

O sinal toca, os portões se abrem e dezenas de crianças deixam as salas de aula com mochilas nas costas e conversas animadas. É o momento mais esperado do dia para muitos estudantes: a saída da escola. Mas, em alguns pontos de Cascavel, esse cenário típico da rotina escolar acaba dividindo espaço com uma realidade bem diferente.

Em frente à Escola Municipal Hermes Vezzaro, por exemplo, moradores relatam situações que chamam a atenção e causam desconforto. Em determinados dias, pessoas em situação de rua permanecem nas proximidades, muitas vezes consumindo bebidas alcoólicas ou dormindo na calçada, bem no momento em que alunos deixam o local.

Foi o que ocorreu recentemente, quando um homem embriagado estava caído em frente à escola justamente no horário de saída das crianças. Enquanto os alunos deixavam o portão, alguns precisaram desviar do homem deitado no chão, uma cena que gerou indignação entre moradores e pais.

Mas a questão vai além de um episódio isolado. Segundo relatos de quem vive na região, também são frequentes situações de consumo de álcool nas proximidades, além de comportamentos considerados inadequados para um ambiente onde circulam crianças diariamente.

A preocupação cresce principalmente porque muitos desses locais contam com parquinhos, áreas de convivência e calçadas utilizadas pelos estudantes, espaços que deveriam representar segurança e tranquilidade.

Um problema que se repete pela cidade

Embora o caso relatado tenha ocorrido nas proximidades da Escola Municipal Hermes Vezzaro, moradores afirmam que essa não é uma realidade exclusiva daquele bairro. Em diferentes regiões de Cascavel, cenas semelhantes são registradas nas imediações de escolas, praças e pontos de grande circulação.

A presença de pessoas em situação de vulnerabilidade social, somada ao consumo de álcool em vias públicas, acaba criando situações delicadas justamente em locais frequentados por crianças e adolescentes.

O resultado é um contraste evidente: de um lado, alunos voltando para casa após um dia de aprendizado; de outro, problemas sociais complexos que se manifestam nas calçadas da cidade.

Entre o social e a segurança

Em Cascavel, o poder público tem realizado diversas operações voltadas à abordagem de pessoas em situação de rua. As ações costumam envolver equipes da assistência social e forças de segurança, com o objetivo de prestar atendimento, orientar e, quando necessário, encaminhar essas pessoas para serviços de acolhimento.

Durante algumas dessas abordagens, objetos considerados perigosos, como facas, já foram apreendidos, o que reforça a preocupação de moradores com a segurança em determinadas áreas da cidade. Ao mesmo tempo, parte das pessoas abordadas aceita apoio e recebe encaminhamento para programas de assistência social ou acompanhamento especializado.

Apesar dessas iniciativas, moradores afirmam que o número de pessoas vivendo nas ruas ainda é alarmante. Em diferentes bairros da cidade, a presença desse público continua sendo percebida com frequência, especialmente em praças, áreas comerciais e nas proximidades de escolas.

O cenário evidencia um desafio complexo que envolve segurança pública, assistência social e políticas de inclusão. Enquanto operações e abordagens seguem sendo realizadas pelo município, a percepção de muitos moradores é de que o problema ainda está longe de ser resolvido, mantendo o debate aberto sobre quais caminhos podem trazer resultados mais duradouros para a cidade.

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