Dia dos Pais: que tal aquecer os corações com um bom filme sobre o tema?

Para começar, um documentário. Você, com certeza, sabe quem é Bryce Dallas Howard. Atriz de Lars Von Trier, em Manderlay, e estrela do reboot de Jurassic...

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Por Agência Estado

Comemora-se neste domingo, 9, o Dia dos Pais. Por conta da pandemia, muitos pais e filhos (e filhas) estarão afastados, cumprindo o isolamento social. Que tal aquecer os corações, além do abraço virtual, com um bom filme sobre o tema? O Kore-Eda, Pais e Filhos – o original, Tal Pai tal Filho seria mais adequado – é belíssimo, mas a seleção contempla a possibilidade de se conferir o tema na perspectiva de uma mão dupla. Ron Howard assina o divertido O Tiro Que Não Saiu pela Culatra, que vale pescar em algum site de antiguidades – é de 1989 -, e a filha dele, Bryce Dallas Howard, dirige Dads. Como pais e filhos encaram o tema?

‘Dads’

Para começar, um documentário. Você, com certeza, sabe quem é Bryce Dallas Howard. Atriz de Lars Von Trier, em Manderlay, e estrela do reboot de Jurassic World, ela é filha de Ron Howard. Fez esse belo filme sobre como a relação entre pais e filhos evolui ao longo do tempo, entrevistando anônimos e famosos como Will Smith, Neil Patrick Harris e, claro, o pai dela, vencedor do Oscar por Uma Mente Brilhante.

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‘O Homem de Aço’

A versão de Zack Snyder, de 2013, ou como Kal-El veio parar na Terra e virou Clark Kent. Com os 1001 efeitos que o filme tem, a história é a mais intimista possível, mostrando como Kevin Costner, primeiro que ninguém, viu o menino que adotou, com tanto amor, se transformar no futuro Superman. Muita gente vai protestar, claro, mas é o maior de todos os filmes de super-heróis. Como Taika Waititi gosta de dizer, é sobre gente esquisita com problemas humanos.

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‘Um Lugar Qualquer’

Filha de um dos maiores diretores do cinema – Francis Ford -, Sofia Coppola sempre falou preferencialmente de garotas, ou de jovens mulheres, mas aqui encontrou seu viés para encarar a paternidade. Ator com fama de rebelde, Stephen Dorff, recupera-se de uma lesão num hotel de luxo. A filha, de quem sempre viveu distante, entra em sua vida – para ficar. Elle Fanning, aos 11 anos, é quem faz o papel.

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‘O Pai da Noiva’

Quando se fala no pai da noiva a imagem que vem é a de Steve Martin na comédia de Charles Shyer do começo dos anos 1990. Martin, Diane Keaton e os preparativos para o casamento. Martin Short entra para preparar a festa, e enlouquecer Martin com seus trejeitos e os custos que não param de aumentar. Na verdade, trata-se de um remake, e o original dos anos 1950 é um clássico da comédia por Vincente Minnelli. Papai é Spencer Tracy, nunca houve noiva mais linda que a jovem Elizabeth Taylor. Tente resgatar num desses sites de filmes antigos. Valerá a pena.

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‘Pais e Filhos’

Sempre preocupado em analisar relações familiares, o japonês Hirokazu Kore-Eda assina aqui um de seus mais belos filmes. Um homem rico descobre que seu filho foi trocado na maternidade e está sendo criado numa família modesta. A troca das crianças provoca um duplo choque – o riquinho vai parar na oficina mecânica, o pobrinho descobre-se num ambiente luxuoso, mas sem afeto. Kore-Eda e a consanguinidade – o que representam os laços de sangue? Durante todo o tempo o público fica com o coração na mão – como isso irá acabar? Acaba lindamente. Steven Spielberg presidia o júri que outorgou seu prêmio ao filme, em Cannes, 2013. Surgiram rumores de que ele faria o remake nos Estados Unidos. O projeto não saiu, talvez pelo simples fato de que fazer um filme melhor seria impossível.

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‘Pai Patrão’

Palma de Ouro em Cannes, 1977. Relações abusivas entre pai e filho na Sardenha. Uma sociedade patriarcal, agropastoril. O pai que tenta impedir o filho de estudar, o garoto que o desafia. Baseado na história real de Gavino Ledda que, de analfabeto, tornou-se um dos maiores linguistas da Itália. A par de suas excepcionais qualidades, o filme dos irmãos Taviani fez história por iniciar uma nova etapa. Foi produzido pela RAI e o diálogo cinema/TV tem alimentado o audiovisual da Itália, desde então.

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‘O Paizão’

Dennis Dugan dirige Adam Sandler numa comédia que tem a cara do astro. Ele faz um sujeito que sempre fugiu às responsabilidades, mas agora adota um menino para tentar provar à ex-namorada que é o cara. Durante boa parte da narrativa, o garoto revela-se mais maduro que ele. E agora? Sem querer criar polêmica, mas criando, Sandler é muito bom ator, e prova mais uma vez.

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‘Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas’

Tim Burton é um cineasta de muito prestígio, mas há tempos parece que o cenógrafo se superpôs ao contador de histórias e ele faz filmes cada vez mais coloridos e feéricos para disfarçar a pouca substância. Esse, de 2004, talvez tenha sido seu último grande filme. Ewan McGregor sempre teve problemas com o pai, que contava histórias extravagantes e, para ele, eram mentiras. Mas, agora, Albert Finney está morrendo e o filho vai descobrir alguma coisa muito importante sobre seu pai.

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‘O Retorno de Jedi’

Quando estreou nos cinemas brasileiros, em 1983, era assim que se chamava. Depois é que virou Star Wars Episódio VI. Luke Skywalker enfrenta o vilão Darth Vader e liberta o pai, Annakin, que se rendeu ao lado escuro da Força. Permanece como um dos melhores filmes de toda a saga. Richard Marquand é o diretor.

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‘Rio Grande’

Em 1950, o fecho da trilogia da Cavalaria do mestre John Ford, que começou com Sangue de Herói, de 1948, e prosseguiu com Legião Invencível, no ano seguinte. John Wayne faz o comandante de um forte da fronteira. Chega o novo recruta, seu filho Claude Jarman Jr. Com o garoto vem também a mãe, Maureen O’Hara, de quem Wayne está separado. Maiores que as dificuldades com os peles-vermelhas são as brigas do casal. Um clássico filmado em Monument Valley, com trilha de Victor Young e as canções dos The Sons of Pioneers.

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‘O Tiro Que Não Saiu Pela Culatra’

Em matéria de título estapafúrdio, esse é recorde absoluto, mas os distribuidores acharam que Paternidade seria muito simplesinho para Parenthood. Ron Howard dirige a história de sua autoria, com Steve Martin como o homem que quer ser o pai perfeito, mas os filhos, muito diferentes entre si, não colaboram e o deixam à beira de um ataque de nervos. São vários casais, e muitas crianças, compondo uma trama de histórias cruzadas com humor, emoção, algumas surpresas e um grande elenco que inclui Dianne Wiest, Keanu Reeves, Martha Plimpton, Mary Steenburgen, Rick Moranis e um imenso etc.

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