
Corpos dos Mamonas Assassinas serão exumados e transformados em adubo para árvores em memorial
O projeto prevê o cultivo de cinco árvores nativas, cada uma representando um integrante da banda. A proposta, segundo responsáveis pela iniciativa, é criar um espaço...
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Por Diego Cavalcante
Os corpos dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas serão exumados quase 30 anos após a tragédia aérea que marcou a história da música brasileira. A decisão foi autorizada pelas famílias e tem um propósito simbólico: os restos mortais serão cremados e as cinzas transformadas em adubo para o plantio de árvores, que farão parte de um memorial permanente em Guarulhos.
O projeto prevê o cultivo de cinco árvores nativas, cada uma representando um integrante da banda. A proposta, segundo responsáveis pela iniciativa, é criar um espaço de homenagem que una memória, natureza e legado artístico, reforçando a ideia de continuidade da vida através do ciclo natural. O memorial deve receber o nome de Jardim BioParque Memorial, tornando-se um ponto de visitação para fãs.
Os músicos Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Sérgio Reoli e Samuel Reoli morreram em 2 de março de 1996, quando a aeronave em que viajavam colidiu contra a Serra da Cantareira durante tentativa de pouso. O acidente também vitimou tripulantes e integrantes da equipe.
Na época, a morte repentina do grupo causou comoção nacional e mobilizou multidões. O velório reuniu milhares de pessoas, consolidando o fenômeno cultural que a banda representava mesmo com carreira curta, mas extremamente popular.
A exumação faz parte apenas do processo para concretizar o memorial ecológico. Após a cremação, as cinzas serão misturadas ao solo que nutrirá as mudas, criando um gesto simbólico que transforma despedida em homenagem viva e permanente.
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