Acusado pode pegar até 40 anos e família pede retirada de sobrenome após prisão por feminicídio

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Além da ordem já relacionada ao caso, havia dois mandados de prisão em aberto contra o suspeito. Com isso, segundo a defesa da família, ele não...

Por Allan Machado

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A prisão de Daniel Pereira, acusado pelo feminicídio de Mayara Araújo Krupinski, foi efetuada na tarde deste sábado (21), em Cascavel, no bairro Cataratas. A captura ocorreu durante diligências realizadas pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil, que cumpriu o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

Além da ordem já relacionada ao caso, havia dois mandados de prisão em aberto contra o suspeito. Com isso, segundo a defesa da família, ele não tem qualquer possibilidade de deixar a prisão neste momento e permanece à disposição do Poder Judiciário para responder aos desdobramentos legais.

Após a prisão, o advogado da família, Gilberto Melo, concedeu entrevista detalhando os próximos encaminhamentos jurídicos. Ele destacou que o trabalho agora será intensificado na organização das provas e na oitiva de testemunhas que possam reforçar a acusação e contribuir para o aumento da pena.

“O primeiro passo é a regularização da guarda da criança, para que ela possa voltar à família”, afirmou o advogado, ressaltando que essa é uma das prioridades imediatas.

Ainda conforme Gilberto Melo, o crime de feminicídio já é considerado agravado por natureza, mas o caso apresenta circunstâncias que podem pesar ainda mais na condenação. “A promotoria vai trabalhar bastante em cima disso. Ele pode chegar a uma pena de 40 anos”, declarou.

O advogado também informou que a família pretende ingressar com um processo para retirada do sobrenome Krupinski do nome do acusado. Ao se casar, Daniel adotou o sobrenome da esposa, e agora os familiares pedem judicialmente que ele deixe de utilizá-lo.

Segundo a defesa, a assistência de acusação seguirá acompanhando cada etapa do processo, reunindo provas e elementos que, nas palavras do advogado, demonstrem que o acusado “não pode estar em convívio normal com a sociedade”.

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