
Cabeça de Dante Michelini, inocentado no caso Araceli, é encontrada em sacola plástica no ES
De acordo com as informações divulgadas, a cabeça foi encontrada na maré, em área próxima ao local onde as equipes concentravam as diligências. O corpo de...
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Por CGN Redação
A cabeça de Dante Brito Michelini, de 76 anos, foi localizada na manhã desta quarta-feira (11) em Guarapari, durante novas buscas realizadas após a prisão do suspeito do crime.
De acordo com as informações divulgadas, a cabeça foi encontrada na maré, em área próxima ao local onde as equipes concentravam as diligências. O corpo de Dante havia sido localizado anteriormente, no dia 3 de fevereiro, em um sítio na localidade de Meaípe, também em Guarapari. Na ocasião, a vítima estava decapitada e apresentava sinais de carbonização.
A confirmação da identidade de Dante ocorreu dois dias após a localização do corpo, em 5 de fevereiro, por meio de exame papiloscópico realizado pela Polícia Científica. O procedimento consiste na análise das impressões digitais, além de registros palmares (das mãos) e plantares (dos pés).
O caso segue sob investigação das autoridades, que apuram a motivação do crime e as circunstâncias envolvidas.
Dante Brito Michelini, conhecido como “Dantinho“, foi um dos acusados e, posteriormente, absolvido pela Justiça no caso do assassinato da menina Araceli Cabrera Crespo, ocorrido em 1973. O caso Araceli é considerado um dos crimes mais emblemáticos de violência contra crianças no país.
Caso Araceli
O desaparecimento e morte da menina Araceli Cabrera Crespo, de oito anos, ocorrido em maio de 1973, continua a intrigar autoridades e a sociedade capixaba, mesmo meio século após o crime. O caso é marcado por uma série de fatos desencontrados e versões conflitantes, que dificultaram a elucidação do ocorrido e resultaram no arquivamento do processo pela Justiça, após a absolvição dos acusados.
Araceli foi raptada, drogada, estuprada, morta e teve seu corpo carbonizado no Espírito Santo. O cadáver, em estado avançado de decomposição e desfigurado, foi encontrado dias depois do desaparecimento, em uma área de mata na cidade de Vitória. A brutalidade do crime chocou o país e mobilizou a opinião pública, mas, mesmo com investigações e julgamentos, o crime permanece sem solução.
Ao longo dos anos, polícia, suspeitos e familiares se depararam com diversas versões sobre o caso, sem que se chegasse a uma conclusão definitiva sobre os responsáveis. A falta de respostas contribuiu para a sensação de impunidade e alimentou o mistério em torno do assassinato.
Em razão da comoção provocada pelo caso, o dia 18 de maio, data do desaparecimento de Araceli, foi instituído, no ano 2000, como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data serve como marco para alertar a sociedade sobre a violência contra crianças e adolescentes, reforçando a necessidade de proteção e atenção a esse público vulnerável.
Com informações de TV Gazeta
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