MST nega planejamento de ocupação de fazenda em Umuarama e fala em vistoria do Incra

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Em nota oficial, a direção estadual do movimento classificou a informação como fake news e afirmou que não existe qualquer planejamento de ocupação por parte do MST.
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Imagem: google maps

Por Redação

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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) negou nesta terça-feira (27) que tenha planejado a ocupação da fazenda Pico do Juazeiro, localizada em Umuarama, no Noroeste do Paraná. A manifestação ocorreu após a divulgação de informações, por veículos locais, sobre uma suposta invasão do imóvel nos próximos dias.

Em nota oficial, a direção estadual do movimento classificou a informação como fake news e afirmou que não existe qualquer planejamento de ocupação por parte do MST. Segundo o comunicado, o que está em andamento é uma vistoria técnica do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra-PR), com o objetivo de verificar se a propriedade cumpre a função social prevista na Constituição Federal.

“A matéria é falsa também ao dizer que ouviu o MST. Nenhum dirigente local ou estadual do Movimento foi procurado”, afirmou o movimento, que solicitou a retirada do conteúdo do ar.

A fazenda já havia sido alvo de ação judicial em julho de 2025, quando a proprietária obteve liminar garantindo o direito de posse e impedindo uma eventual ocupação. A área possui 1.622 alqueires e está localizada às margens da PR-580, saída para Serra dos Dourados, nas proximidades da Usina Santa Terezinha. À época, a decisão contou com apoio do Sistema Faep e do Sindicato Rural de Umuarama.

Em entrevista ao portal OBemdito, o líder regional do MST, Ireno Prochnow, de 73 anos, afirmou que o movimento só realiza ocupações em áreas indicadas pelo Incra. “Só ocuparemos áreas indicadas pelo Incra. Muitas terras na região não cumprem a função social e apresentam documentação irregular”, declarou.

O tema também foi discutido em reunião do Sindicato Patronal Rural de Umuarama, ligado à Faep. O presidente da entidade, Sidney Lujan, confirmou que houve vistoria técnica do Incra na área, mas informou que ainda não houve retorno oficial.

“Estamos acompanhando o caso de perto, com suporte jurídico e institucional. Já acionamos a Secretaria de Estado da Segurança Pública para garantir o cumprimento da decisão judicial. Em caso de invasão, a multa prevista é de R$ 100 mil por dia”, afirmou.

Procurado, o Incra-PR informou, por meio da assessoria, que está analisando a situação e que irá se manifestar assim que houver informações oficiais sobre o resultado da vistoria técnica.

A reportagem será atualizada assim que o Incra divulgar oficialmente o parecer.

Créditos: As Informações apuradas são do Portal O Bemdito, com Redação original e entrevistas de: Rudson de Souza

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