Acompanhante de luxo de Cascavel diz ter sido banida injustamente do Fatal Model

Anunciante afirma que foi banida após denúncia por suposto “golpe do Pix” e espera decisão da Justiça...

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Por Redação CGN

O que era para ser um recomeço virou um problema que já dura mais de um ano. Uma mulher de Cascavel afirma que, ao tentar voltar a anunciar no site Fatal Model, acabou sendo banida da plataforma sem aviso prévio, perdeu sua principal fonte de renda e hoje depende de uma decisão da Justiça.

Pausa na carreira por causa de relacionamento

Segundo o processo, a mulher utilizava o Fatal Model como principal ferramenta de trabalho. Ela pagava planos dentro da plataforma para dar mais visibilidade ao perfil e atrair clientes.

Em determinado momento, decidiu se afastar do site e da atividade profissional porque estava em um relacionamento. Durante esse período, deixou de anunciar e ficou fora da plataforma.

Com o fim do relacionamento, ela resolveu retomar a vida profissional e voltou a tentar acesso ao Fatal Model. Foi aí que veio a surpresa.

Tentativa de retorno e surpresa com banimento

Ao tentar acessar novamente a plataforma, a anunciante foi informada de que estava banida de forma definitiva e não poderia mais usar o site.

Sem entender o motivo, procurou o suporte da empresa. Segundo o relato, as respostas foram genéricas. Em seguida, foi orientada a procurar o setor jurídico do Fatal Model, que apenas confirmou o banimento, sem explicar claramente o que teria acontecido.

Sem alternativa e sem conseguir trabalhar, ela decidiu recorrer à Justiça.

Denúncia fala em pagamento para envio de vídeos

No processo, o Fatal Model afirma que o banimento ocorreu após uma denúncia feita por um usuário. Segundo a empresa, o cliente teria feito um pagamento via Pix para receber vídeos por WhatsApp, mas, após o pagamento, teria sido bloqueado, sem receber o conteúdo prometido.

A plataforma apresentou prints de uma conversa e um comprovante de Pix para justificar a exclusão do perfil, alegando que a situação caracterizaria um possível golpe relacionado ao envio de vídeos.

Defesa contesta versão e aponta falta de explicações

A defesa da anunciante nega qualquer prática de golpe. Segundo ela, os prints apresentados mostram apenas trechos isolados de uma conversa, sem contexto completo, e não comprovam que houve intenção de enganar o cliente.

Outro ponto destacado é que a mulher nunca foi avisada da denúncia, não recebeu advertência, suspensão temporária nem teve chance de se explicar antes de ser excluída definitivamente do site.

De acordo com os autos, a anunciante só tomou conhecimento formal da acusação quando o Fatal Model apresentou sua defesa no processo judicial.

Justiça reconhece pontos a esclarecer

Em decisão anterior, o juiz do caso entendeu que não se trata de relação de consumo, por considerar que a plataforma é usada como ferramenta profissional. Mesmo assim, reconheceu que existem questões importantes que precisam ser analisadas.

Entre elas:

  • se realmente houve o suposto golpe envolvendo vídeos;
  • se a plataforma notificou a anunciante e permitiu que ela se defendesse antes do banimento.

Apesar disso, o processo segue sem desfecho. A última movimentação ocorreu em 07 de janeiro de 2026.

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