
Acidente na BR-277 era tragédia anunciada em São José dos Pinhais, diz morador
De acordo com ele, muitas pessoas têm hábito de queimar entulhos e a própria vegetação nas proximidades da rodovia....
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Por Deyvid Alan
“Foi uma tragédia anunciada”, diz Dione Antônio de Carvalho, que mora a três quilômetros do local do acidente da BR-277 deste domingo (2). O engavetamento em São José dos Pinhais resultou em oito mortes e pelo menos 26 feridos.
O comerciante de 46 anos, residente no bairro Jardim Ipê, afirma que os incêndios são comuns em todo o município da Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com ele, muitas pessoas têm hábito de queimar entulhos e a própria vegetação não apenas nas proximidades na rodovia, fator apontado pelo Corpo de Bombeiros como a causa da ocorrência.
“A presença dos bombeiros é constante porque as pessoas jogam entulho, lixo comum e alguém vai lá e coloca fogo. É uma questão cultural mesmo, durante toda a vida vimos isso. As pessoas costumam queimar lixo e não é só ali na beira da BR”, explica ele.
Um incêndio na semana passada já tinha surpreendido quem mora na região. O fogo chegou em uma altura extraordinária e criou uma nuvem de fumaça perto da região. Contudo, de acordo com Dione, o engavetamento e a proporção da tragédia na rodovia impactou mais pela distância e pelo número de vítimas e feridos.
“Ouvimos o barulho das batidas aqui em casa e ficamos muito assustados. É uma região que sempre tem neblina. Se não tiver o controle de queimadas, outros acidentes acontecerão”, alerta o comerciante.
O discurso é o mesmo do chefe do Corpo de Bombeiros no Paraná, coronel Samuel Prestes. Após o atendimento do acidente na BR-277, ele afirmou que esse tipo de ocorrência será registrado novamente caso não haja apoio da população. De acordo com ele, o atendimento de ocorrências de incêndios subiu 78% em 2020 em relação ao ano passado.
Por fim, Dione ainda destaca que os diversos focos de incêndio em São José dos Pinhais ainda prejudicam os moradores. “Para nós é um problema muito ruim porque além da fumaça que invade as casas, também tem a questão das fuligem. A gente espera que seja feito, por parte das autoridades, alguma coisa que resolva essa situação”, finaliza.
Fonte: Paraná Portal
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