“Meu estilo de vida”, diz Thayane Smith após abandonar Roberto Thomaz no Pico Paraná

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Por Diego Cavalcante

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A amiga de Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, jovem que desapareceu após uma trilha no Pico Paraná — ponto mais alto do Sul do Brasil — confirmou que desceu sozinha e deixou o rapaz para trás durante o retorno da montanha. Em entrevista, Thayane Smith afirmou que tomou a decisão por considerar o ritmo do jovem “lento” e disse que agir dessa forma fazia parte de seu “estilo de vida”.

Roberto e a amiga subiram o Pico Paraná na virada do ano para acompanhar o nascer do sol do primeiro dia de 2026. No entanto, durante a descida, os dois se separaram. O jovem permaneceu atrás e, desde então, não foi mais visto.

Segundo Thayane, ela optou por seguir sozinha por acreditar que havia outras pessoas na trilha e que não haveria riscos imediatos. Ainda conforme o relato, deixar companheiros para trás durante trilhas e corridas em montanha seria algo comum em sua rotina.

A justificativa, porém, gerou forte reação. Familiares, montanhistas experientes e integrantes das equipes de resgate criticaram a conduta, ressaltando que abandonar alguém em ambiente de alta montanha, especialmente em situação de possível debilidade física, representa risco extremo.

Mal-estar durante a subida

Depoimentos de testemunhas indicam que Roberto apresentou sinais evidentes de mal-estar ainda durante a subida, incluindo episódios de vômito e cansaço intenso. Outros trilheiros teriam alertado a amiga sobre a importância de permanecer ao lado dele, destacando que o Pico Paraná é um local considerado hostil, com mudanças climáticas repentinas.

Mesmo diante dos alertas, a jovem teria seguido em ritmo acelerado, registrando vídeos para as redes sociais. Horas depois, já no acampamento, ao ser questionada por outros montanhistas sobre o paradeiro de Roberto, afirmou não saber onde ele estava.

A partir desse momento, o caso passou a ser tratado como emergência, e o CB (Corpo de Bombeiros) foi acionado para iniciar as buscas.

Buscas seguem intensas

As operações de resgate continuam mobilizando helicópteros, drones, câmeras térmicas, equipes especializadas em ambientes verticais e técnicas como rapel. Para não comprometer os trabalhos, o acesso ao Parque Estadual Pico Paraná foi parcialmente interditado.

A família do jovem acompanha as buscas na base da montanha e cobra esclarecimentos detalhados sobre a conduta da amiga e a sequência exata dos acontecimentos que antecederam o desaparecimento.

Com informações do Metrópoles

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