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Moradora do bairro Neva denuncia estar dias sem água após intervenção da Sanepar

Segundo ela, o problema começou quando um cano estourou na rua. A companhia foi acionada e enviou uma equipe para o reparo. O conserto do vazamento...

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Por Luiz Haab

Uma moradora do bairro Neva, em Cascavel, vive desde o fim de dezembro uma rotina marcada por improvisos e frustração. Maria Aparecida procurou a CGN para relatar que está sem abastecimento de água em casa desde o dia 29, após um serviço realizado pela Sanepar em frente à residência.

Segundo ela, o problema começou quando um cano estourou na rua. A companhia foi acionada e enviou uma equipe para o reparo. O conserto do vazamento foi feito, porém, teria desencadeado uma sequência de falhas que deixaram a casa sem água.

Em entrevista, Maria Aparecida detalhou a situação enfrentada desde então:

“No dia 29 de dezembro, um cano tinha estourado na rua, na frente do meu muro. Liguei para a Sanepar, que mandou imediatamente uma equipe. Cavaram tanto ali que parecia que estavam fazendo uma fossa, mas arrumaram o cano. Mas eles também entraram e mexeram no meu relógio, trocaram o registro e colocaram no locar uma coisa ridícula e difícil de abrir. Na minha casa, a água dos banheiros vem direto da rua. No dia 30, às 8h, eu fui tomar banho. No que eu liguei o chuveiro, estourou o registro lá fora. Até que eu consegui ir lá para desligar, vazou um rombo de água. Desde antão, ficamos sem água e estávamos usando a da caixa. No dia 31, ao meio-dia, a caixa d’água esvaziou. Estamos sem conseguir tomar banho nem lavar a louça e pegando água com balde, lá da mangueira, pra gente poder tomar. Eu ligo para a Sanepar, e me passam um monte de protocolos, dizendo que os assistentes estão a caminho, mas eu continuo com a fatura paga e sem água. Sem contar o estrago que fizeram na minha grama. Está horrível!”

Com a caixa d’água vazia, a família passou a depender de baldes e de uma mangueira para garantir o mínimo necessário para a higiene. Atividades simples, como tomar banho ou lavar a louça, se tornaram um desafio diário.

Além da falta de água, a moradora reclama dos danos deixados pela obra em frente à casa, especialmente na área verde, que teria sido bastante afetada pelas escavações. Ela afirma ainda que, apesar das sucessivas ligações e dos diversos números de protocolo recebidos, o problema segue sem solução, enquanto a conta continua sendo cobrada normalmente (veja o vídeo).

A reportagem deixa o espaço aberto para que a Sanepar se manifeste sobre o caso e esclareça as providências adotadas para restabelecer o abastecimento na residência.

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