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Foto: Gilson Abreu/AEN

Família diz que idosa perdeu autonomia após internação no Hospital Regional de Toledo

O hospital é gerido pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS)....

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Por Redação CGN

Foto: Gilson Abreu/AEN

Uma idosa moradora de Toledo teve sua rotina completamente transformada após um acidente de trânsito e uma longa internação hospitalar. O caso é alvo de uma ação judicial protocolada no dia 10 de dezembro de 2025 na Vara Cível da Comarca de Toledo, na qual a família relata uma sequência de intercorrências ocorridas durante o atendimento prestado pelo Hospital Regional de Toledo. O hospital é gerido pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS).

Segundo a petição inicial, a paciente era autônoma antes do acidente, mas recebeu alta hospitalar meses depois com dependência física total, déficit neurológico severo e sequelas motoras irreversíveis.

Acidente e atendimento inicial

Conforme descrito no documento, o acidente ocorreu em 22 de maio de 2024. A idosa foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Toledo, onde foi diagnosticada com fraturas nas costelas, contusão torácica e dores intensas.

Ainda segundo a ação, ela recebeu alta. Nos dias seguintes, já em casa, passou a apresentar febre, dor no tórax e dificuldade progressiva para respirar.

Internação no Hospital Regional

Em 5 de junho de 2024, a paciente foi internada no Hospital Regional de Toledo com um quadro infeccioso avançado e comprometimento respiratório. Durante a internação, evoluiu para insuficiência respiratória, sendo entubada e posteriormente submetida a uma traqueostomia.

Intercorrência durante procedimento

A petição relata que, em 12 de julho de 2024, durante a troca do curativo da traqueostomia, ocorreu uma intercorrência grave, quando a cânula foi retirada de forma acidental, causando dificuldade respiratória e queda da oxigenação. A situação exigiu atendimento imediato e, após o episódio, a paciente foi transferida para a UTI.

Sedação e quadro neurológico

Durante a permanência na UTI, a paciente permaneceu sob uso de sedativos por períodos prolongados, conforme descrito no documento. Segundo a família, ao longo das semanas seguintes, passaram a ser observados sinais neurológicos, como rebaixamento do nível de consciência.

Ainda conforme a petição, com o passar das semanas, a paciente começou a apresentar sinais como rebaixamento do nível de consciência, ausência de resposta motora e lentidão nos reflexos, mesmo quando a sedação era suspensa.

Segundo a família, esses sinais não foram investigados de imediato. O exame de tomografia de crânio só teria sido realizado em 6 de agosto de 2024, quando o quadro neurológico já era considerado grave.

O laudo apontou uma extensa área de isquemia cerebral compatível com acidente vascular cerebral (AVC). A ação sustenta que o evento teria ocorrido dias antes do diagnóstico.

Feridas, infecções e acompanhamento

A petição também descreve o surgimento de lesões por pressão, infecções hospitalares e ausência de acompanhamento multiprofissional em determinados momentos da internação. A família afirma que houve dificuldades de comunicação sobre o estado clínico da paciente e sobre decisões relacionadas ao tratamento.

Alta hospitalar

Após quase três meses de internação, a paciente recebeu alta em 1º de setembro de 2024. Segundo a ação, ela deixou o hospital com dependência física total, déficit neurológico severo, sequelas motoras irreversíveis e necessidade de cuidados contínuos.

Ação judicial

Diante do que foi relatado, a família ingressou com ação de indenização por danos morais, físicos e materiais. O caso ainda será analisado pela Justiça e não há decisão até o momento.

Não há manifestação oficial do Hospital Regional de Toledo sobre o caso. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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