Não pode ficar pelado rua! Câmara de Curitiba aprova proibição de "nudez artística" em locais públicos

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O texto endurece a lei dos artistas de rua e permite até cassação da permissão de quem desrespeitar as regras.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Luiz Haab

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A Câmara de Vereadores de Curitiba aprovou, em primeiro turno, um projeto que praticamente proíbe nudez e performances com teor sexual em locais públicos da cidade. A proposta, do vereador João Bettega (União), nasceu após a polêmica performance na Rua XV durante a Bienal de Cabaret — e ele garante que “não é censura”, apenas proteção de “crianças e idosos”.

O texto endurece a lei dos artistas de rua e permite até cassação da permissão de quem desrespeitar as regras. A votação foi folgada: 25 a 4, e deve ser confirmada nesta terça.

A oposição acusa o projeto de moralismo e censura disfarçada. A vereadora Professora Angela (PSOL) questionou por que o famoso Oil Man podia circular de sunga, mas uma intervenção artística não poderia — e alertou para “patrulhamento cultural” até no Carnaval. Para Giorgia Prates (PT), a lei cria censura prévia, já que atos obscenos já são tipificados no Código Penal.

A base conservadora comemorou. Vereadores afirmaram que nudez na rua é “depravação”, “aberração” e que Curitiba deve ser referência em barrar esse tipo de arte. Bettega celebrou dizendo que o dia marcou a força da bancada de direita na Câmara.

No fim, a discussão virou um cabo de guerra entre quem enxerga a medida como proteção da moral pública e quem vê nela uma intervenção estatal para controlar a arte. O embate promete continuar na segunda votação.

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