Delegado fala sobre prisão de motorista que matou PM Rubenich: Pena pode chegar a 30 anos de prisão
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Por Fábio Wronski
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O delegado Rogerson Salgado concedeu entrevista detalhando o depoimento e as autuações impostas a Edson Ferreira da Cruz, detido após provocar um acidente fatal durante uma perseguição policial que culminou na morte do Policial Militar Ariel Julio Rubenich.
De acordo com informações oficiais, o episódio teve início quando Edson, ao volante de um veículo Passat, fugiu de uma abordagem policial. O motivo inicial teria sido a prática de manobras perigosas na via pública, o que motivou a intervenção dos agentes de segurança. Durante a perseguição, o motorista colidiu com outros veículos e, em determinado momento, lançou deliberadamente o policial Rubenich, que acompanhava a ação em uma motocicleta, contra uma árvore. O impacto foi fatal e o policial morreu instantaneamente.
Segundo o delegado Rogerson Salgado, “eu estava de plantão na Central de Flagrantes essa noite, infelizmente recebemos a notícia dessa morte de um excelente policial militar, que em serviço tombou diante da atitude irresponsável e dolosa desse indivíduo”. O delegado relatou que a ocorrência começou com a abordagem a Edson, que se evadiu e iniciou uma perseguição envolvendo diversas viaturas e motocicletas da polícia. “Em determinado momento, uma das motocicletas emparelhou com ele e ele jogou o veículo deliberadamente contra essa motocicleta, o policial, jogando ele para o canteiro, vindo a colidir com uma árvore, ocasionando a morte desse policial”, afirmou.
Após o acidente, Edson continuou tentando fugir, mas foi interceptado pelas viaturas em frente à casa de seus pais. No momento da abordagem, havia familiares, vizinhos e outros indivíduos no local. Três pessoas, sendo dois maiores de idade e um adolescente, foram autuadas por perturbação do trabalho policial, ouvidas e posteriormente liberadas.
Edson Ferreira da Cruz foi autuado por diversos crimes: embriaguez ao volante, direção perigosa, dirigir sem habilitação (CNH), homicídio qualificado, desobediência, resistência e porte de droga para uso pessoal. O delegado informou que Edson apresentava sinais de alteração e, em interrogatório, confessou ter usado cocaína dentro do veículo. Também foi encontrada uma porção de maconha em sua posse.
O histórico criminal de Edson foi ressaltado pelo delegado Rogerson Salgado: “Sim, já tem diversas passagens, por homicídio, tentativa de homicídio, receptação, tráfego, direção perigosa, então já tem uma vasta ficha criminal aí. Infelizmente, ainda estava aí na rua e ao ocasionar esse evento extremamente triste para todas as forças policiais, perdeu um colega, pai de família, que deixa duas crianças pequenas de seis meses e cinco anos, infelizmente é uma grande tristeza porque nós como policiais todos os dias que saímos de casa não sabemos se vamos voltar, mas sempre procurando atender a população, dando nossa vida em atendimento à população”.
O delegado também fez um paralelo sobre as consequências caso o motorista não tivesse iniciado a fuga: “Provavelmente só pela posse da droga, porque o fato de ele estar dirigindo sem CNH, o veículo iria ser multado, se estivesse irregular, mas infelizmente não estava, então seria recolhido para o pátio, mas ele não responderia pelo crime de direção e não estava gerando perigo de dano. Mas a partir do momento que ele começou a gerar perigo de dano e se evadir, respondeu por todos esses crimes”.
A tragédia, segundo o delegado, teve impacto devastador sobre duas famílias: “Acabou com duas famílias, a dele e a de um policial honrado e extremamente profissional. Tudo que podia dar errado, deu nessa situação. Infelizmente, é uma tristeza para dezenas de pessoas”.
Sobre a possível pena, Rogerson Salgado declarou: “Depende do entendimento judicial, mas pode ser de 10 até 30 e poucos anos de prisão. Tudo depende da análise do Poder Judiciário e do Ministério Público”.