Bolsas da Europa fecham em queda com balanços e dados reforçando pessimismo

“O sentimento do mercado azedou. Ao que parece, tudo isso é por conta resultados trimestrais, com mais de 60 das empresas do Stoxx 600 divulgando seus...

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Por Agência Estado

As bolsas da Europa fecharam com perdas superiores a 2% nesta quinta-feira, 30, com sinais de que a recuperação da economia global será atrasada pelo persistente avanço do coronavírus. Também repercutindo a divulgação de balanços corporativos negativos, o índice Stoxx 600 encerrou em baixa de 2,16%, a 359,52 pontos.

“O sentimento do mercado azedou. Ao que parece, tudo isso é por conta resultados trimestrais, com mais de 60 das empresas do Stoxx 600 divulgando seus números hoje”, explica o BBH.

Na Bolsa de Londres, o FTSE 100 terminou o pregão com recuo de 2,31%, a 5.989,99 pontos. A ação do Lloyds despencou 7,62%, depois que o grupo bancário reportou prejuízo de 602 milhões de libras entre abril e junho.

O papel Anglo American perdeu 4,57%, repercutindo queda de 75% no lucro da mineradora. Por outro lado, o da AstraZeneca, uma das líderes na corrida global pela vacina contra a covid-19, viu sua ação subir 1,58%, com balanço que agradou o mercado.

Já em Paris, AirBus subiu 1,87%, mesmo com prejuízo líquido e forte queda na receita da gigante da aviação. Na contramão, a ação da Casino, que controla o Grupo Pão de Açúcar no Brasil, desabou 13,12%. O prejuízo da companhia quase dobrou no primeiro semestre e somou 334 milhões de euros. Com isso, o índice CAC 40, referência na bolsa francesa, cedeu 2,13%, a 4.852,94 pontos.

Em Frankfurt, o DAX se desvalorizou 3,45%, a 12.379,65 pontos. A Volkswagen, que teve prejuízo antes de impostos de 1,4 bilhão de euros, teve perda de 4,00%. As perdas no mercado alemão foram potencializadas pela divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha, que despencou 10,1% no terceiro trimestre.

Indicadores econômicos negativos tiveram forte efeito negativo nos negócios nesta quinta-feira. Nos Estados Unidos, o Departamento do Comércio informou que o PIB teve contração anualizada recorde de 32,9%, a mais aguda desde o início da série histórica, em 1947. O Departamento do Trabalho, por sua vez, revelou que os pedidos de auxílio-desemprego continuaram subindo e somaram 1,4 milhão na semana passada.

Diante desse cenário, o IBEX 35, de Madri, diminuiu 2,91%, a 4.305,42 pontos. O papel da Telefónica recuou 3,01%, com queda superior a 50% no lucro da empresa. Na bolsa de Milão, o FTSE MIB cedeu 3,28%, a 19.228,47 pontos, enquanto, em Lisboa, o PSI 20 baixou 2,05%, a 4.305,42 pontos.

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