Imagens registram ação de falsos agentes do Gaeco que sequestraram homem achado morto

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O vídeo, obtido pela Ric RECORD, mostra pelo menos três homens fortemente armados, encapuzados e com coletes ostentando a inscrição “Gaeco”.

Por Fábio Wronski

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Na madrugada desta segunda-feira (10), imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que criminosos, vestidos com uniformes falsos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), invadiram a residência de Lucas Joaquim, de 27 anos, no bairro Sítio Cercado, em Curitiba. Horas depois, Lucas foi encontrado morto na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), distante cerca de 10 quilômetros do local da invasão.

O vídeo, obtido pela Ric RECORD, mostra pelo menos três homens fortemente armados, encapuzados e com coletes ostentando a inscrição “Gaeco”. Eles chegaram em um carro escuro e abordaram Lucas e dois amigos, que estavam em um veículo branco em frente à residência. As vítimas foram rendidas e levadas para dentro da casa, onde, segundo informações do repórter Tiago Silva, sofreram agressões violentas.

Outra gravação mostra os criminosos retirando Lucas da casa e levando-o para o carro. Os amigos da vítima permaneceram na residência e foram posteriormente encaminhados a um hospital.

O corpo de Lucas foi localizado na rua Osvaldo Ferreira dos Santos, na CIC, conforme noticiado pela Banda B. Ele apresentava marcas de agressões nas costas e nádegas, além de sinais de que esteve amarrado. Lucas foi encontrado usando apenas meias.

De acordo com familiares ouvidos pela Ric RECORD, Lucas trabalhava com venda de carros e deixa duas filhas: uma bebê de 7 meses e uma menina de 5 anos. Uma das familiares relatou o impacto da tragédia: “Na verdade, a gente não sabe o que esperar. Estamos sem saída e sem o que fazer. Perdidos. Ele contaria [se tivesse sido ameaçado]. A gente chegou na casa e tinha muito sangue. Olhamos nas câmeras e vimos que eles estavam com o uniforme do Gaeco. Mas não deu pra ver os rostos porque estava tudo tampado. Foi tudo premeditado”, afirmou.

Em nota, o Ministério Público do Paraná (MPPR) esclareceu que as roupas utilizadas pelos criminosos são falsas e que o caso está sendo investigado pela Polícia Civil, com acompanhamento do órgão. “Desde já, é possível esclarecer que não se trata de integrantes do Gaeco, e sim de pessoas que usaram o nome do grupo para cometer crimes”, informou o MPPR.

As informações são do Portal Banda B/RicTV RECORD.

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