‘Acabei caindo na ilusão’, diz acompanhante de luxo de Curitiba que foi presa por tráfico na França
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Por Fábio Wronski
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A jovem curitibana Amanda Alves Moreira, de 26 anos, detida na França por tráfico de drogas, enviou uma carta manuscrita à família em que expressa arrependimento, saudade e relata as dificuldades enfrentadas no presídio europeu. Amanda, que atuava como acompanhante de luxo, está presa desde 24 de outubro no Centro Penitenciário de Fleury-Mérogis, o maior da Europa, situado a cerca de 30 quilômetros de Paris.
No bilhete, escrito em 30 de outubro e recebido após a família ser informada pelo Consulado-Geral do Brasil em Paris sobre a detenção, Amanda pede desculpas aos pais, moradores do bairro Alto Boqueirão, em Curitiba. “Me desculpa, mãe. Você não merecia estar passando por tudo isso. Venho cometendo vários erros com as pessoas que mais me amam”, escreveu.
A jovem desapareceu no fim de outubro, após aceitar um convite para viajar à Europa. Amanda foi vista pela última vez saindo de um hostel em Guarulhos, próximo ao Aeroporto Internacional de São Paulo, carregando uma mala preta. Segundo relatos, ela teria recebido a proposta de um homem para passar cinco dias na Europa, mas acabou presa ao desembarcar no país europeu.
A condenação de Amanda prevê um ano de prisão, sendo seis meses na França e seis meses no Brasil, conforme documento obtido pelo Ric RECORD. A advogada Cleonice Silva, que representa Amanda no Brasil, afirmou à Banda B na última quarta-feira (5) que a Polícia Federal investiga o envolvimento de um homem no embarque da jovem para Paris.
Na carta, Amanda relata o isolamento e as dificuldades de comunicação com a família. “Tenho tentado falar com vocês desde o primeiro dia que estou aqui, 24 de outubro, mas eles não deixam”, escreveu. Ela também descreve as condições do presídio, dizendo que se sente sozinha e que o banho é permitido apenas três vezes por semana. “A comida aqui não é tão ruim. Só me sinto meio sozinha, de mãos atadas. Porém, eles só tomam banho três vezes por semana, acredita?”, relatou.
Apesar das adversidades, Amanda demonstra esperança de retornar ao Brasil e reconstruir a vida. “Já aprendi com meu erro e prometo que meus pensamentos já são outros. Eu só quero voltar para o Brasil e ficar perto de vocês e de tudo que eu conheço”, afirmou.
No final do bilhete, Amanda pede que os pais cuidem do irmão e do cachorro da família, Piteco, e solicita que busquem um advogado especialista em tráfico que fale francês para auxiliá-la na França. “Logo, logo estou aí. Consigo sentir o seu abraço daqui…”, escreveu.
O Centro Penitenciário de Fleury-Mérogis, onde Amanda está detida, é conhecido pela superlotação e por regras rígidas quanto ao contato com familiares, além de impor restrições financeiras para a comunicação dos detentos.
As informações são da Banda B/RicTV RECORD.