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Bolsa fecha em baixa de 0,35%, aos 104.109,07 pts, na espera por balanços e Fed

O giro financeiro totalizou R$ 26,8 bilhões, em linha com o observado nas últimas sessões. Agora, após alta de 2,05% ontem, o índice acumula ganho de...

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Por Agência Estado

Em dia em geral positivo para as ações do varejo após o balanço do Carrefour, e com atenção aos números de grandes nomes que serão divulgados entre o fechamento desta terça, 28, (CSN, Cielo, Minerva e Smiles), amanhã (Vale) e quinta-feira (Petrobras), o Ibovespa manteve leve variação ao longo da sessão, chegando a ensaiar fechamento pouco acima da estabilidade, mesmo com a piora observada em Nova York na etapa final dos negócios. Acabou por prevalecer a cautela, com o principal índice da B3 em leve baixa de 0,35%, aos 104.109,07 pontos no encerramento, saindo de mínima, mais cedo, a 103.591,80 pontos e tendo chegado na máxima, nesta tarde, aos 104.662,83 pontos – uma estreita variação de pouco mais de 1.000 pontos entre o piso e o topo do dia.

O giro financeiro totalizou R$ 26,8 bilhões, em linha com o observado nas últimas sessões. Agora, após alta de 2,05% ontem, o índice acumula ganho de 1,69% na semana e sustenta avanço de 9,52% no mês, restando três sessões para o fechamento de julho – no ano, o Ibovespa acumula até aqui perda de 9,98%.

Destaque para o segmento de varejo, entre os campeões até aqui no ano, impulsionado na sessão pelos números do Carrefour Brasil, com lucro líquido em expansão de 74,9% no segundo trimestre – a ação subiu 5,34% na sessão. Segundo melhor desempenho entre os componentes do Ibovespa, Via Varejo ganhou 7,93% nesta terça-feira, logo abaixo de Cogna (+8,04%) e na frente de BRF (+5,86%). Na ponta negativa, WEG cedeu 3,95%, em realização de lucros, seguida por BTG (-3,24%) e Cielo (-2,29%). As ações de commodities tiveram desempenho negativo (Petrobras PN -1,72% e Vale ON -1,68%), assim como a maioria das de bancos, com exceção de Santander (+1,32%) e Banco do Brasil (+0,34%).

“Desde o meio-dia de ontem, o gráfico do Ibovespa mostra um padrão de correção lateralizada, permanecendo na faixa de 103,5 mil a 104,5 mil pontos. Bom que se tenha um padrão mais cadenciado para que o índice ganhe força”, observa Rodrigo Barreto, analista da Necton. “Se o Ibovespa romper a resistência dos 105 mil, deve buscar os 107 mil como alvo de curto prazo. E, a depender de como chegará lá, se esticado ou em um ritmo mais cadenciado, pode haver ou não espaço livre para buscar os 113,6 mil pontos, que era o nível anterior ao agravamento da crise do coronavírus”, acrescenta Barreto, referindo-se ao movimento de queda acentuada iniciado na quarta-feira de cinzas, quando o Ibovespa deixou aquela marca, da sexta-feira pré-carnaval, com uma perda de 7% no retorno do feriado.

Amanhã, além do prosseguimento da agenda de balanços, haverá a conclusão da reunião de política monetária do Federal Reserve, que tem contribuído para dar sustentação aos preços dos ativos globais com as iniciativas de afrouxamento desde a instalação da pandemia. Por aqui, o resultado acima do esperado para o saldo líquido das vagas de trabalho formal em junho contribuiu para que o Ibovespa resistisse melhor ao dia negativo no exterior.

Além da melhora de humor no exterior, com a retomada gradual das economias apesar da resiliência do coronavírus especialmente nas Américas, os dados domésticos pouco a pouco vão fomentando a expectativa por um ano menos desastroso do que se chegou a temer ainda há algumas semanas. Assim, em cinco das últimas sete sessões, desde o dia 20, o Ibovespa tem conseguido sustentar o nível de 104 mil pontos nos respectivos encerramentos, mantendo-se nesses dias nos maiores níveis de fechamento desde 5 de março.

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