Dois casos revelam prática recorrente de desvio de função na PM de Cascavel

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Neste novo caso, a Justiça de Cascavel reconheceu que uma sargento da Polícia Militar exerceu funções típicas de oficial ao comandar duas unidades da UPS (Unidade Paraná Seguro) em 2019 e 2020.
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Imagem Ilustrativa

Por Redação CGN

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Mais um caso de desvio de função na Polícia Militar de Cascavel foi reconhecido pela Justiça nesta quarta-feira (22). As decisões revelam um possível padrão dentro da estrutura da PM em Cascavel: sargentos sendo usados como comandantes sem reconhecimento formal e, principalmente, sem o devido pagamento.

Neste novo caso, a Justiça de Cascavel reconheceu que uma sargento da Polícia Militar exerceu funções típicas de oficial ao comandar duas unidades da UPS (Unidade Paraná Seguro) em 2019 e 2020, sem ter sido promovida ou receber a mais por isso. Mais cedo, a CGN noticiou outro caso semelhante, também envolvendo um sargento da PM em função de comando.

De acordo com os documentos apresentados no processo, uma sargento teria comandado a UPS Universitário em setembro de 2019 e a UPS Sul/1ª Cia PM em outubro de 2020.

Apesar de a defesa do Estado argumentar que a função não exigia oficialmente esse posto, a juíza Franciele Cit entendeu que a natureza das atividades comprova o exercício de comando — o que vai além das atribuições previstas para sargentos. A sentença aponta que a servidora realizou planejamento, coordenação e controle operacional, ou seja, assumiu responsabilidades de chefia, e por isso terá direito a receber como se fosse tenente, no período de setembro a dezembro de 2019.

A magistrada foi clara ao destacar que a administração pública não pode se beneficiar do trabalho de servidores em funções superiores sem pagar a mais por isso. Essa prática, segundo a magistrada, infringe o princípio da moralidade administrativa e configura enriquecimento ilícito.

A indenização será apurada em fase de liquidação e o período indenizável será de quatro meses (setembro a dezembro de 2019), respeitando o prazo de prescrição quinquenal.

Com duas decisões semelhantes divulgadas no mesmo dia, ambas contra o Estado e envolvendo sargentos da PM de Cascavel em funções de comando, a situação acende um alerta: o desvio de função pode estar sendo uma prática recorrente dentro da corporação.

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