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Divulgação SESA

Julho amarelo alerta para hepatites virais e seus riscos

Prevenção continua sendo a melhor atitude em relação a doença... ...

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Por Ricardo Oliveira

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Desde 2019, julho é o mês destinado às hepatites virais. A campanha ocorre em todo o país e vários hospitais, secretarias e outros órgãos da saúde realizam ações para combate e conscientização sobre o tema. O período foi escolhido como referência à data escolhida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a celebração do Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais (28 de julho).

As hepatites virais são inflamações no fígado causadas por cinco vírus diferentes, sendo os tipos B e C os mais perigosos. A transmissão pode ocorrer via oral, pela ingestão de água e alimentos contaminados; sexual; fluidos corporais, como sangue em seringas ou alicates de manicure; e da mãe para o filho. Por isso a contaminação é comum e estima-se que no Brasil, pelo menos 756 mil pessoas são portadoras do vírus da hepatite B e 1,7 milhão da hepatite C, de acordo com o Ministério da Saúde.

“As hepatites B e C são as duas principais vilãs para gerar o câncer de fígado. Para o tipo B, existe vacina: geralmente são três doses, mas algumas pessoas precisam de mais para adquirir imunidade. Já para a hepatite C, não existe vacina e o agravamento da doença pode gerar cirrose e câncer”, comenta o doutor Bruno Kunz Bereza, médico oncologista e especialista em cirurgia minimamente invasiva do Ceonc Hospital do Câncer.

Ainda de acordo com o médico, apesar de a hepatite C não possuir vacina, a doença é tratável e, atualmente, o índice de cura é superior a 90%. Já nos casos de hepatite B, os pacientes se curam de forma espontânea, mas em alguns casos é necessário tratamento.

“Você adquirir hepatite B não quer dizer que vai gerar uma cirrose ou um câncer de fígado. Entretanto, mesmo após o tratamento, os pacientes devem continuar em acompanhamento, pois pode existir reincidência da doença, uma vez que o vírus nunca será totalmente eliminado. Uma queda de imunidade, por exemplo, pode fazer a reativação do vírus, por isso o monitoramento deverá ser feito pela vida toda”, explica Bereza.

Câncer de fígado
O câncer gerado pelas hepatites virais é o hepatocarcinoma. Ele é o tipo de cisto (nódulo preenchido com conteúdo líquido, semi-sólido ou gasoso) mais comum no mundo e a quarta causa de morte por câncer a nível global.

“Na última década, houve um aumento na incidência de hepatocarcinoma no mundo, com crescimento de quase 3% ao ano. A mortalidade está acompanhando essa incidência na mesma proporção”, conta o médico.

Prevenção
Para evitar essas questões, a melhor alternativa é a prevenção. No caso do tipo B, a vacina se encarrega desse processo. Já para o tipo C, algumas medidas simples como o uso de preservativos, manter os exames em dia e usar sempre materiais descartáveis em locais como estúdios de tatuagem e piercing, manicures e outros que possam ser contaminantes, podem ser decisivos.

“É importante que em qualquer acidente em que haja contato com sangue ou qualquer suspeita ou sintoma nesse sentido, o paciente procure algum serviço de patologia para acompanhar o caso e, se necessário, fazer o tratamento,” conclui Bereza.

Assessoria

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