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Mãe detalha agressão de monitora contra filho autista no transporte escolar; Veja o relato

O garoto é estudante do Cetea (Clínica Escola do Transtorno do Espectro Autista) Juditha Paludo Zanuzzo e foi diagnosticado com TEA (Transtorno do Espectro Autista), nível de...

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Por Paulo Eduardo

A reportagem da CGN conversou na noite desta quarta-feira (8) com a mãe de um menino autista de 9 anos, o qual alegou que foi agredido por uma monitora durante o transporte escolar no caminho para casa.

O garoto é estudante do Cetea (Clínica Escola do Transtorno do Espectro Autista) Juditha Paludo Zanuzzo e foi diagnosticado com TEA (Transtorno do Espectro Autista), nível de suporte I, e TOD (Transtorno Opositivo Desafiador). Conforme a denúncia, a situação aconteceu ontem (07), logo após às 17h. Um boletim de ocorrência foi registrado no Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes).

A mãe, que preferiu não se identificar, disse que o filho chegou em casa bastante alterado, com dores. “Ele estava chorando, gritando e disse ‘mãe ela me bateu’“, contou a genitora. De acordo com a criança, a monitora teria tentado retirá-lo à força de um banco, dando-lhe um tapa no braço, o que desencadeou uma reação do estudante. A situação teria se agravado, com ambos envolvidos em um confronto físico, até que uma professora interviu, separando-os.

A mãe relatou que, ao tomar conhecimento do ocorrido, procurou imediatamente a direção da escola para ouvir a versão institucional dos fatos. A diretora do Cetea confirmou o episódio, relatando que uma professora precisou intervir e que a confusão gerou atraso na liberação do transporte escolar, pois outras crianças, todas com necessidades especiais, também ficaram abaladas emocionalmente.

Diante da gravidade da situação, a mãe do aluno registrou boletim de ocorrência no Nucria, notificou o Conselho Tutelar, compareceu à escola para formalizar o relato em ata e procurou a Semed (Secretaria Municipal de Educação), responsável pela contratação da monitora.

Segundo informações fornecidas pela secretaria, a funcionária seria afastada preventivamente e providências seriam tomadas. Questionada sobre o treinamento da equipe, a secretaria afirmou que os profissionais passam por capacitação, mas a mãe manifestou dúvidas quanto à eficácia desse preparo.

Ainda conforme o relato, o estudante chegou em casa com os braços avermelhados e abalado emocionalmente, recusando-se a retornar à escola. O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhamento do caso, inclusive com solicitação de atendimento psicológico emergencial para a criança.

A mãe afirmou ainda que, anteriormente ao episódio, o filho já havia relatado desconforto com a postura da monitora, descrevendo-a como “muito ruim” e “brava”, com episódios de gritos direcionados às crianças.

O caso segue sob investigação das autoridades competentes.

Afastamento

Nesta quarta-feira (8) a Semed divulgou uma nota confirmando o afastamento da monitora envolvida no caso. A secretaria informou que a trabalhadora foi retirada da linha de forma definitiva. Confira abaixo:

A Secretaria Municipal de Educação informa que a monitora envolvida no caso envolvendo uma situação de desentendimento com aluno da Cetea (Clínica-Escola Juditha Paludo Zanuzzo), em um veículo do transporte escolar, durante o retorno das crianças para casa, foi retirada da linha de forma definitiva, logo após o ocorrido. A empresa responsável pelo transporte, que presta serviços de forma terceirizada ao Município, também foi notificada para apurar o caso internamente.

O que diz a APAE?

Esclarecemos que o aluno citado não faz parte da APAE de Cascavel. O transporte escolar é de responsabilidade do município, que por sua vez faz a contratação da empresa e essa, é responsável pela contratação dos monitores responsáveis por fazer a prestação de serviço. A APAE esclarece que tem rotas diferentes, equipes diferentes e horários diferentes.

A CGN seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

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