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Mulher finge ter câncer terminal para enganar e fazer namorado pagar por prótese de silicone

De acordo com o jornal Daily Star, Laura chegou a tirar fotos em uma cama de hospital, vestindo roupas com mensagens de apoio ao câncer de...

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Por Diego Cavalcante

Uma mulher britânica foi condenada após fingir estar com câncer terminal para enganar o namorado e fazê-lo pagar por uma cirurgia estética de implante de silicone. Laura McPherson, de 35 anos, convenceu o companheiro Jon Leonard, de 44, de que precisaria passar por uma “mastectomia” e usou a falsa história para arrecadar dinheiro.

De acordo com o jornal Daily Star, Laura chegou a tirar fotos em uma cama de hospital, vestindo roupas com mensagens de apoio ao câncer de mama, a fim de tornar seu golpe mais convincente. A mulher afirmou sofrer de múltiplos tipos de câncer — cervical, ovariano, de cólon, de intestino e de mama — e até fez a própria filha acreditar que estava morrendo.

Comovido, Jon desembolsou cerca de 25 mil libras (R$ 178 mil) para custear supostos tratamentos médicos. Além disso, presenteou a namorada com um relógio Rolex de 30 mil libras (R$ 214 mil) para celebrar a “cura” do câncer.

A farsa durou quase cinco anos, entre março de 2017 e janeiro de 2022. Durante esse período, Laura afirmou ter viajado à Áustria para uma cirurgia de histerectomia na Clínica Mayr. No entanto, segundo o The Times, ela estava em um retiro de “bem-estar holístico” e perda de peso.

Quando Jon começou a desconfiar e pressionou por provas, Laura negou as acusações e chegou a chamá-lo de “controlador”. O casal estava junto desde 2011.

Em audiência realizada no tribunal de Derby, na última segunda-feira (6), o juiz Jonathan Straw determinou que Laura devolva cerca de R$ 220 mil ao ex-namorado até 5 de janeiro. O magistrado classificou a mulher como uma “mentirosa perversa e desonesta”.

“É difícil imaginar como alguém pode ser tão calculista e cruel com aqueles que a amam e cuidam dela”, declarou o juiz.

Após a sentença, Jon desabafou:

“Finalmente acabou. Foram oito anos e meio desafiadores. Ela nunca teve câncer — e agora sei que vem inventando essa história desde o ensino médio. Ela foi exposta como a pessoa horrível, mentirosa e manipuladora que é. Nunca pediu desculpas, nem demonstrou remorso.”

Apesar da gravidade do caso, Laura evitou a prisão. Ela recebeu uma ordem comunitária de dois anos, deverá cumprir 30 dias supervisionada por um agente de condicional e usará tornozeleira eletrônica. Também terá toque de recolher das 19h às 6h, de quarta a domingo — sob risco de ser presa caso descumpra as medidas.

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