Mulher faz sinal secreto de socorro e Guarda Municipal intercepta carro
Publicado em

Por Fábio Wronski
Atualizado em
Uma possível situação de sequestro mobilizou agentes de trânsito e a Guarda Civil Municipal (GCM) de Apucarana, no Paraná, na tarde desta terça-feira (07). A ocorrência teve início após uma mulher realizar o sinal de socorro, gesto amplamente divulgado em campanhas de conscientização para vítimas de violência, nas ruas da cidade.
Segundo informações da Diretora GCM Prado, a equipe foi acionada por volta das 16h30, quando uma pedestre percebeu que uma mulher, em outro veículo, fazia o gesto que indica pedido de ajuda. “Ela fez o sinal de socorro, aquele mesmo mostrado nas campanhas de conscientização. A mulher que viu o gesto não conhecia a vítima, mas entendeu que poderia estar pedindo ajuda e chamou os agentes de trânsito”, relatou Prado.
A partir do chamado, os agentes iniciaram o acompanhamento do carro suspeito e solicitaram apoio da Guarda Civil Municipal. “As centrais do trânsito e da guarda ficaram em contato, trocando informações para localizar o veículo. Depois de algum tempo de acompanhamento, encontramos o carro em frente à padaria Pão Quente”, afirmou a diretora.
Durante a abordagem, o motorista não apresentou resistência e colaborou com os agentes. “Foi checado o nome dele e a situação do veículo, como é de praxe. Não havia nada de ilícito, mas diante das infrações de trânsito e da gravidade da denúncia, ambos foram encaminhados à delegacia”, explicou a GCM.
Na delegacia, a mulher informou que tentava encerrar um relacionamento e optou por representar formalmente contra o homem. O caso foi encaminhado à 17ª Subdivisão Policial de Apucarana (17ª SDP), onde serão realizados os devidos procedimentos.
O sinal de socorro
O sinal de socorro para mulheres vítimas de violência consiste em levantar a mão com a palma voltada para fora, dobrar o polegar sobre a palma e fechar os outros dedos sobre ele, formando um punho com o polegar escondido. Este gesto, reconhecido internacionalmente, permite que mulheres em situação de risco peçam ajuda de forma silenciosa, sem que o agressor perceba.
A orientação é que, ao identificar alguém fazendo o sinal, a pessoa busque auxílio imediatamente junto às autoridades.
As informações são do TN Online.