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Advogada é alvo de operação da Polícia Federal por fraudes no INSS 

Segundo fonte policial ouvida pela reportagem, além da advogada, a segunda fase da operação Raízes de Papel tem mais dois alvos. “Essa nova operação mira a...

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Por Isabella Chiaradia

Foto: Reprodução

A advogada Lilian Joic Silva Batista, que é investigada por fraude em ao menos 30 processos de benefícios previdenciários no oeste da Bahia, virou alvo de uma nova operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (23). Lilian foi localizada em um condomínio de luxo no Rio de Janeiro, já que se mudou para o local no decorrer das investigações feitas contra o seu escritório em Juazeiro e Sobradinho.

Segundo fonte policial ouvida pela reportagem, além da advogada, a segunda fase da operação Raízes de Papel tem mais dois alvos. “Essa nova operação mira a advogada, um gerente do INSS investigado por facilitar a fraude aqui na Bahia e a empresa do marido dela lá no Rio de Janeiro. Chegamos a pedir a prisão da investigada, mas só o monitoramento eletrônico foi autorizado”, diz o policial, sem se identificar.

Além de usar tornozeleira eletrônica no Rio de Janeiro, a advogada teve que entregar o passaporte e está proibida de sair do país, entrar em agências do INSS e atuar em causas previdenciárias. O servidor público investigado, por sua vez, foi afastado de suas funções por facilitar transações internas no órgão para advogada passando informações fundamentais para que ela continuasse com a fraude.

Como consequência dessa operação, foi deflagrada em paralelo a Operação Radícula, que teve como alvo o irmão da advogada por armazenar material de abuso infantil. “Na primeira fase da operação Raízes, o irmão de Lilian foi um dos alvos de mandados de busca e apreensão. No material apreendido, foi identificada imagens de abuso sexual infantil, o que fez ele ser alvo de prisão agora em Juazeiro”, completa o policial.

De acordo com as investigações, o investigado mantinha conversas com menores e tentava ganhar a confiança da criança para ter algum tipo de relação ou obter imagens íntimas. Além disso, verificou-se que no celular do envolvido havia fotos de pessoas de sua convivência, cujo teor está sendo apurado pela Polícia Federal.

Como funcionava a fraude

Segundo a investigação, a advogada agiu, principalmente, na solicitação de auxílio de maternidade rural. Na fraude, entretanto, ela falsificava documentos que atestassem vínculo empregatício de clientes com empresas em que eles nunca trabalharam, lesando o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“A investigada abordava mulheres grávidas e dizia que elas tinham direito ao benefício só pelo fato de ter filho. Esse auxílio é só para quem está trabalhando no âmbito rural. Por isso, ela, junto com o dono de uma fazenda, fraudava contratos de arrendamento para comprovar um vínculo de trabalho que era suficiente para a pessoa conseguir o benefício”, contou um policial envolvido na investigação na época.

A fonte explicou ainda como o esquema criminoso funcionava. “O que temos de investigação, inclusive com a confissão do dono da fazenda, é que ela pagou R$ 6 mil a ele para assinar os contratos de todas as mães que arranjou para a fraude. Localizamos 30 processos com essas características de fraude, mas há mais processos sob investigação”, completou o policial.

A investigação aconteceu nos últimos seis meses, mas ainda em março a investigada se mudou para o Rio de Janeiro. Além de fraudar os processos, ela não repassava os valores do benefício, em torno de R$ 3 mil, para os clientes, que começaram a cobrá-la. A operação que investiga a advogada foi batizada de Raízes de Papel e cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Juazeiro e Sobradinho, na segunda-feira (30).

Fonte: Correio 24 Horas

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