Capivara é 4º animal com maior risco de provocar acidente aéreo no Brasil, aponta estudo

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Desde 2019, quando os primeiros registros começaram a ser contabilizados, foram 33 colisões envolvendo capivaras em aeroportos de seis estados: Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Acre e Pernambuco.
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Imagem ilustrativa gerada por IA/Diego Cavalcante

Por Diego Cavalcante

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Quem vê uma capivara descansando perto do Lago Municipal de Cascavel, perto de rios e áreas verdes dificilmente imagina que o animal também representa um risco crescente para a aviação civil. Segundo levantamento da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Secretaria Nacional de Aviação Civil, o roedor já aparece em 4º lugar no ranking nacional das espécies que mais causam problemas a aeronaves.

Desde 2019, quando os primeiros registros começaram a ser contabilizados, foram 33 colisões envolvendo capivaras em aeroportos de seis estados: Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Acre e Pernambuco. Em cinco desses casos houve danos materiais, e em quatro situações os pilotos precisaram arremeter. A maioria das ocorrências (19) aconteceu durante pousos. Felizmente, Cascavel não teve nenhum registro de acidente envolvendo o roedor.

Por que tanto risco?

O estudo destaca que o perigo não está apenas na frequência, mas também no porte do animal. Uma capivara adulta pode pesar entre 27 e 91 quilos, o que faz dela o bicho de maior massa corporal entre todos os identificados na pesquisa. Para efeito de comparação, as demais espécies da lista são aves — muito menores em tamanho, mas perigosas em número.

O que pode ser feito

Entre as medidas sugeridas pelos especialistas estão o monitoramento de valas de drenagem, o cercamento de áreas de mata próximas às pistas e a avaliação de impactos da presença desses roedores na segurança operacional.

O ranking dos maiores vilões da aviação

Ao todo, o trabalho analisou 68 espécies registradas em colisões, conhecidas como birdstrikes ou wildlife strikes. Esses eventos geram custos elevados, atrasos, danos ambientais e, em casos extremos, risco à vida. A metodologia incluiu dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e até análises de DNA para identificar espécies.

O urubu-de-cabeça-preta lidera o ranking, com mais de 600 colisões entre 2011 e 2024 em 120 aeródromos. Logo depois vêm seriema, fragata e, surpreendentemente, a capivara.

Os animais que mais oferecem risco à aviação no Brasil

  1. Urubu-de-cabeça-preta
  2. Seriema
  3. Fragata
  4. Capivara
  5. Urubu-da-mata
  6. Biguá
  7. Gavião-preto
  8. Anu-preto
  9. Carrapateiro
  10. Águia-pescadora
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