
Major da PM é preso acusado de cobrar propina e desviar R$ 344 mil
Segundo as investigações, o major, que ocupava o cargo de comandante da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar de Loanda, teria se aproveitado da posição para...
Publicado em
Por Fábio Wronski
O Ministério Público do Paraná, por meio dos Núcleos Regionais de Umuarama e de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu, na manhã desta terça-feira, 23 de setembro, em Maringá, um mandado de prisão preventiva contra um major da Polícia Militar. Além da prisão, foram executadas medidas constritivas patrimoniais, incluindo bloqueio de contas, veículos e imóveis, no valor total de R$ 344.333,00. As ações integram a Operação Transparência, desdobramento da Operação Zero Um.
Segundo as investigações, o major, que ocupava o cargo de comandante da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar de Loanda, teria se aproveitado da posição para exigir e obter vantagens indevidas, caracterizadas como propina. O agente público já havia sido preso no início das investigações, passou a cumprir prisão domiciliar e, agora, foi novamente detido preventivamente. O Ministério Público do Paraná já apresentou denúncia formal contra ele pelo crime de cobrança de propina.
As apurações sobre os atos ilícitos tiveram início em setembro de 2024, após o Gaeco de Maringá receber informações sobre a possível prática de diversos crimes militares envolvendo o oficial superior e soldados da corporação. Com o avanço das investigações, foram reunidas evidências de que o comandante realizava, de maneira sistemática, a cobrança e o recebimento de propinas.
A denúncia, apresentada em 10 de setembro e recebida pelo Juízo no dia 15, detalha dez episódios de cobrança de valores a representantes de empresas que mantinham contratos de prestação de serviços com a Companhia. Parte dessas exigências ilícitas ocorreu durante a organização do 3º Torneio de Pesca da Companhia, ocasião em que a empresa fornecedora das camisetas do evento foi obrigada a repassar um percentual das vendas para a conta bancária do major, sob o pretexto de realizar benfeitorias nas instalações da corporação. Em outras situações, ficou comprovada a exigência de propina em troca do fechamento de contratos de prestação de serviços para a unidade policial.
O caso segue sob investigação, e o major permanece preso preventivamente enquanto tramitam os procedimentos judiciais.
—
**Sugestões de título no estilo ‘Notícias Populares’:**
1. 2. Operação Transparência: comandante da PM cai por propina em contratos e eventos 3. Major exigia “taxa” até em torneio de pesca e acaba preso pelo Gaeco em Maringá
Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação
Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.
Participe do nosso grupo no Whatsapp
ou