Em encontro, campo progressista debate comunicação com a sociedade

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Jessé de Souza, por exemplo, defendeu o debate da função da comunicação e do espaço público.
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Foto: Reprodução/CGN

Por CGN

O evento, chamado Despertar 2025, começou nessa sexta-feira (19) e encerra neste sábado (20). Entre os palestrantes do primeiro dia estavam nomes como os do sociólogo, pesquisador e professor Jessé Souza, da médica cubana Aleida Guevara e do jornalista Serginho Groisman. Neste sábado (20) é a vez da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, do cientista Miguel Nicolelis, da ministra da Cultura, Margareth Meneses, dentre outros.

Jessé de Souza, por exemplo, defendeu o debate da função da comunicação e do espaço público. “Essas pessoas não são de direita, elas estão na direita. E elas estão na direita por um motivo muito simples, elas estão desorientadas. A gente tem um país que tem uma das piores imprensas do nosso planeta, é uma imprensa venal, vendida ao dinheiro”, disse à Agência Brasil.

O evento está sendo promovido pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL). Eduardo Moreira, fundador do Instituto, também defende uma reflexão na forma como as organizações do campo progressista se comunicam com a sociedade.

“A esquerda passou a chamar muito de comunicação querer falar pra essas pessoas todas, para toda a população, mas até agora não parou para ouvir essas pessoas. Então, eu acho que se a gente quer de verdade desenvolver uma comunicação de massa, a gente tem que criar espaços pra que a massa possa falar e a gente ouvir. O melhor momento para isso seria ontem, mas esse já passou, então o melhor momento que a gente tem é agora”, disse à Agência Brasil.

Para ele, o cenário atual, com mais gente tendo aplicativos de celular como patrões, é uma “precarização sem precedentes do trabalho humano no Brasil”.

Inteligência Artificial

Nicodelis, em sua palestra neste sábado, negou que a máquina um dia replicará o funcionamento do cérebro humano. Para ele, o perigo está em deixar de exercitar o cérebro por deixar tarefas cognitivas a cargo da inteligência artificial.

“Quanto mais a gente delega funções para a máquina, [mais] vamos perdendo atributos cognitivos e o cérebro vai percebendo que não precisa mais gastar energia com isso”, explica o pesquisador. “Quem hoje sabe de cor dois ou três telefones?”, questionou.

Mundo

O cenário internacional não foi ignorado. As intervenções dos Estados Unidos e de outras potências contra as nações pequenas, bem como o massacre promovido em Gaza, também foram lembrados. A pediatra Aleida Guevara vê a urgência de proteger crianças, como as palestinas. Ainda assim, se considera otimista em relação ao futuro.

“Eu sempre penso positivo, porque, para mim, o ser humano é algo incalculável, a capacidade do ser humano para amar é tremenda. E o amor é a maior força que há neste mundo. Portanto, se eu não pensasse assim, já não existiria como pessoa. Eu sou pediatra de profissão e sempre vejo nas crianças um futuro muito melhor. Já dizia José Martí, as crianças são a esperança do mundo, são aqueles que sabem amar. Então, o que sempre peço é que cuidem dessa infância. Trabalhar com essa infância para que cheguem a ser jovens, fortes, sãos e, depois, adultos livres”.

Fonte: Agência Brasil

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