
Após 11 anos, motorista bêbado sem CNH é condenado por atropelar e matar menino de 12 anos
De acordo com o Ministério Público, Wolney dirigia um veículo Chevette sem possuir carteira de motorista, sob efeito de álcool e em alta velocidade, em uma...
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Por Fábio Wronski
Wolney da Silva Paula foi condenado na última segunda-feira (15) a 12 anos e oito meses de prisão em regime inicial fechado pelo homicídio do adolescente Guilherme Lucas Almeida, de 12 anos, ocorrido no bairro Parolin, em Curitiba. O crime aconteceu em 15 de março de 2014, e a sentença foi proferida mais de 11 anos após o fato.
De acordo com o Ministério Público, Wolney dirigia um veículo Chevette sem possuir carteira de motorista, sob efeito de álcool e em alta velocidade, em uma via com grande movimentação de pessoas. Guilherme foi atropelado enquanto brincava na calçada com outro adolescente. Após perder o controle do veículo ao acessar a rua Professor Portos Veloso, Wolney atingiu o garoto e destruiu parte do muro de uma residência. O adolescente morreu prensado contra a estrutura, vítima de traumatismo cranioencefálico. O acusado fugiu do local sem prestar socorro, conforme noticiado à época.
“O denunciado, então com 29 anos, dirigia sem habilitação, um veículo sem licenciamento, sob influência de álcool, em velocidade incompatível com a via, quando perdeu a direção e, sem frear, avançou sobre a calçada, atingindo o menino e, logo em seguida, o muro de uma residência, contra o qual a vítima foi prensada, morrendo por traumatismo cranioencefálico. O motorista não prestou socorro e fugiu”, informou o Ministério Público.
O Conselho de Sentença acolheu as teses apresentadas pela 3ª Promotoria de Justiça de Crimes Dolosos contra a Vida e reconheceu o crime de homicídio doloso, quando há assunção do risco de matar, com aumento de pena em razão da vítima ter menos de 14 anos de idade.
Wolney da Silva Paula aguardava o julgamento em liberdade desde 2014, mas saiu do plenário do Júri preso.
Posicionamento da defesa
Em nota, a defesa de Wolney da Silva Paula afirmou que a condenação “não reflete o conjunto probatório dos autos”. As advogadas Carolina Crispim Rodrigues e Mandiala Lima informaram que irão recorrer da decisão. “Reiteramos nossa solidariedade aos familiares da vítima”, declarou o comunicado.
As informações são do Portal Banda B.
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