Atração de Cannes vai abrir o Mix Brasil

Céline Sciamma dirige Noémie Merlant e Adèle Haenel na história que se passa no século 18. Uma pintora é contratada para fazer o retrato de noiva...

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Por Agência Estado

Em maio, Retrato de Uma Jovem em Chamas recebeu a Queer Palm, a “Palma de Ouro gay”, e o prêmio do júri para o melhor roteiro. Em um ano em que a seleção de Cannes abrigava obras como o sul-coreano Parasita, de Bong Joon-ho, que venceu a competição, e o brasileiro Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dorneles, Retrato alcançou verdadeira consagração. Não foram poucos os críticos, especialmente de língua inglesa, que o consideraram a obra-prima da 72.ª edição do festival.

Céline Sciamma dirige Noémie Merlant e Adèle Haenel na história que se passa no século 18. Uma pintora é contratada para fazer o retrato de noiva que recusa a honraria. O quadro lhe será ofertado no casamento – que ela não deseja. A ideia é pintar sem necessidade de posar, mas a futura noiva percebe. Aproximam-se. Elas têm um tórrido relacionamento, em uma época em que a homossexualidade feminina ainda era difícil de estudar, mas com certeza era motivo de fortes penitências por parte da religião. É o quinto filme de Céline, que o encara numa perspectiva contemporânea. Retrato de Uma Jovem em Chamas abre nesta quarta, 13, no Auditório Ibirapuera, o 27.º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade. Desde a origem, a diversidade sexual tem sido o tema do evento, mas não apenas. Cada vez mais o Mix Brasil abriga a diversidade racial, social, de gênero. Até a quarta, 20, o festival deve apresentar, de graça, 110 filmes, peças, shows e games de temática LGBT em espaços como CineSesc, Centro Cultural São Paulo (CCSP), Cine Olido, Espaço Itaú Augusta, MIS e Centro Cultural da Diversidade.

Da programação de Cannes virá outra atração – o novo filme de Xavier Dolan, Matthias e Maxime. Outros destaques – Até Que o Pornô nos Separe, de Portugal, é sobre mãe conservadora que descobre que seu menino virou astro pornô; E Então Nós Dançamos, de Levan Akin, pré-candidato da Suécia a uma vaga no Oscar; e Port Authority, de Danielle Lessovitz, com produção de Rodrigo Teixeira.

Brasileiros? Há muitos, que vão desde o documentário premiado de Emilia Silveira, Tente Entender o Que Tento Dizer, sobre portadores de HIV, até a ficção de Marcelo Gotardo, Seus Olhos e Seus Ossos.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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