Paraná dá aula de gestão: menos imposto, mais liberdade para o cidadão - Editorial

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É lamentável que, em Brasília, ainda se acredite que o crescimento do Estado e a multiplicação de benefícios financiados por impostos são a chave para a justiça social.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Redação CGN

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Enquanto o governo federal insiste em ampliar o peso do Estado sobre as costas da população, com mais gastos, mais tributos e mais dependência estatal, o Paraná mostra que há outro caminho — o da responsabilidade, da eficiência e do respeito ao contribuinte.

A recente aprovação unânime, pela Assembleia Legislativa do Estado, do projeto de lei que reduz em impressionantes 45% a alíquota do IPVA é um marco. A proposta do governador Ratinho Júnior, que baixa o imposto de 3,5% para 1,9% a partir de 2026, coloca o Paraná na vanguarda da liberdade econômica no Brasil, tornando-se o estado com o IPVA mais barato do país.

Nem tudo o que o Governo do Estado fez ou faz é certo — e é preciso ter a honestidade intelectual para reconhecer isso. Mas, quando acerta, como agora, é dever de todos reconhecer e aplaudir. Afinal, já faz tempo que não se fala em diminuir impostos no Brasil. Só se fala em taxar e taxar ainda mais.

Isso não é pouca coisa. Trata-se de economia real no bolso do cidadão. Um contribuinte que pagou R$ 2.000 de IPVA em 2025 agora pagará cerca de R$ 1.100. São R$ 900 de alívio. Um valor que não vem de esmolas oficiais, nem de auxílios com viés eleitoreiro — mas sim da desoneração legítima, justa, que respeita o esforço de quem trabalha, produz e paga impostos.

Diferente da política federal de “toma lá, dá cá”, que se sustenta à base de benesses distribuídas a grupos específicos com clara intenção de fidelização eleitoral, a medida do Paraná não transfere renda de uns para sustentar o voto de outros. Aqui, o governo não tira de um para dar a outro — simplesmente deixa de tirar, ponto.

A pergunta que permanece no ar é: por que os programas de auxílio do governo federal não são objeto de maior escrutínio por parte das instituições competentes? Diante da amplitude e do impacto dessas medidas, especialmente em períodos sensíveis do calendário político, é legítimo que a sociedade questione a falta de transparência e o silêncio de órgãos que deveriam atuar com rigor e imparcialidade. Em uma democracia sólida, espera-se que todas as esferas de poder sejam igualmente fiscalizadas, em nome da ética pública e da preservação do equilíbrio institucional.

É lamentável que, em Brasília, ainda se acredite que o crescimento do Estado e a multiplicação de benefícios financiados por impostos são a chave para a justiça social. Isso não é justiça — é dependência institucionalizada. E, pior: é a desvalorização do trabalho, do mérito e da liberdade individual.

O que o Paraná prova com essa medida corajosa e acertada é que é possível reduzir impostos sem comprometer os investimentos públicos. Basta cortar privilégios, enxugar a máquina, gerir com seriedade e priorizar quem sustenta o Estado: o cidadão.

Parabéns ao governador Ratinho Júnior. Parabéns aos deputados estaduais do Paraná. Quando a política é feita com responsabilidade e coragem, o povo sente o resultado direto no bolso — sem intermediários, sem politicagem, sem populismo barato.

Que essa decisão inspire outros estados. Que o Brasil acorde.

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