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Publicitário que abandonou corpo da namorada esquartejado em rodoviária matou e concretou a própria mãe

Jardim, condenado em 2018, respondia por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe ou meio cruel), ocultação de cadáver e posse de arma. Ele deveria ter cumprido a...

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Por Fábio Wronski

O publicitário Ricardo Jardim, preso nesta sexta-feira (5) sob a suspeita de ter abandonado uma mala com o tronco de uma mulher em um guarda-volumes da Estação Rodoviária de Porto Alegre (RS), foi condenado por matar a própria mãe a facadas e concretar o corpo dela. O crime aconteceu em 2015, e ele foi condenado a 28 anos de prisão.

Jardim, condenado em 2018, respondia por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe ou meio cruel), ocultação de cadáver e posse de arma. Ele deveria ter cumprido a maior parte da pena — 27 anos — na penitenciária. O restante (um ano) seria cumprido em regime aberto ou semiaberto. No entanto, a Justiça concedeu progressão de regime ao acusado.

A mãe de Ricardo, Vilma Jardim, tinha 76 anos quando foi morta a facadas pelo filho. Ele nega ter matado a idosa e alega ter apenas escondido o corpo após um suicídio.

As investigações apontam que o publicitário matou a própria mãe para receber um seguro de R$ 400 mil que estava no nome dela.

O corpo da idosa foi encontrado dentro de um móvel feito sob medida, no apartamento em que morava com o suspeito.

Corpo em mala

A prisão do homem acontece um dia após a Polícia Civil do RS divulgar imagens dele na rodoviária. De acordo com o delegado Mario Souza, responsável pelas investigações, a vítima era namorada de Ricardo.

O delegado descreveu o suspeito como “extremamente educado, frio e aparentemente muito inteligente”. A motivação do crime ainda está sendo investigada. Além disso, o autor também teria feito denúncias falsas sobre o caso à polícia.

Homem é visto abandonando mala com corpo de mulher na rodoviária de Porto Alegre — Foto: Reprodução/Polícia Civil do RS

“A rodoviária tem câmeras, muitas pessoas circulando. Mesmo assim, o homem foi até o local e guardou no guarda-volumes da rodoviária fazendo pagamento, registro, enfim. Arrastou a mala pela rodoviária. […] Foi ele. Ele fez isso certamente com a intenção de afrontar a sociedade por algum motivo, afrontar o Estado, a polícia. Ele deixou pistas falsas no guarda-volumes, dentro da mala. Fez denúncias falsas para a polícia”, disse o delegado durante entrevista coletiva.

A bagagem com os restos mortais estava no guarda-volumes da rodoviária desde o dia 20 de agosto — ou seja, permaneceu no local por 12 dias. O tronco dela só foi encontrado na mala na segunda-feira (1º), após funcionários sentirem o forte odor e acionarem a Brigada Militar.

Após sair da rodoviária, o suspeito teria ido até a zona norte de Porto Alegre e passado em um comércio em seguida. “Adquiriu bebidas alcóolicas e foi para uma pousada próximo desse comércio”, disse o delegado.

O Instituto-Geral de Perícias (IGP-RS) confirmou à Banda B, por meio de nota, que os braços e as pernas da mulher foram encontrados em sacos de lixo no dia 13 de agosto, em uma rua da zona leste de Porto Alegre.

“A confirmação se deu por exame de DNA e o laudo já foi entregue à delegacia de polícia responsável pelo caso”, disse o órgão.

A identidade da mulher, contudo, não foi divulgada pela polícia. A cabeça dela ainda não foi localizada.

As informações são da Banda B.

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