AMP

PF faz buscas em gabinetes de dez deputados estaduais do Tocantins

Policiais federais realizaram buscas e apreenderam documentos nos gabinetes de ao menos dez dos 24 deputados estaduais do Tocantins nesta quarta-feira (3). Autorizada pelo Superior Tribunal......

Publicado em

Por CGN

Policiais federais realizaram buscas e apreenderam documentos nos gabinetes de ao menos dez dos 24 deputados estaduais do Tocantins nesta quarta-feira (3). Autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a ação faz parte da segunda fase da Operação Fames-19, que a PF realizou esta manhã, na capital do estado, Palmas, e também nas cidades de Araguaína (TO), João Pessoa (PB) Imperatriz (MA) e no Distrito Federal.

Segundo a assessoria da Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins (Aleto), os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos gabinetes do presidente da Casa, deputado Amélio Cayres (Republicanos) e de outros três parlamentares que integram a Mesa Diretora: o 1º vice-presidente Léo Barbosa (Republicanos); o 2º vice-presidente Cleiton Cardoso (Republicanos) e o 1º secretário da Mesa, Vilmar de Oliveira (Solidariedade).

Também foram alvos da ação de busca e apreensão os deputados estaduais Claudia Lelis (PV), Ivory de Lira (PCdoB), Jorge Frederico (Republicanos), Nilton Franco (Republicanos), Olyntho Neto (Republicanos) e Valdemar Júnior (Republicanos).

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Como as investigações tramitam em segredo de justiça, no STJ, a reportagem não obteve detalhes acerca das justificativas para a ação policial nos gabinetes parlamentares. Em nota, a assessoria da Assembleia Legislativa informou que os servidores da Casa prestaram “colaboração total e irrestrita ao STJ e à Polícia Federal no cumprimento integral das determinações contidas em dez mandados de busca e apreensão, com a devida disponibilização de todos os equipamentos, documentos e informações solicitadas”.

Ainda segundo a assessoria da assembleia legislativa, nem mesmo a Procuradoria-Geral da Casa teve acesso aos autos, motivo pelo qual não se manifestará acerca dos motivos legais que embasaram a ordem judicial e a consequente ação policial. “Além disso, a Assembleia não foi intimada sobre nenhuma decisão judicial relacionada ao caso, que ainda está em curso”.

Governador afastado

Conforme a Agência Brasil noticiou mais cedo, o STJ determinou, no âmbito da nova fase da Operação Fames-19, que o governador Wanderley Barbosa seja afastado do cargo pelos próximos seis meses.

Barbosa está à frente do Poder Executivo estadual desde outubro de 2021, quando sucedeu o ex-governador Mauro Carlesse ─ que, antes de renunciar ao cargo, também chegou a ser afastado por determinação do STJ, por suspeitas de participação em um esquema de propinas.

 

Governador de Tocantins, Wanderlei Barbosa, na Câmara dos Deputados Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Durante a primeira fase da Operação Fames-19, deflagrada em 21 de agosto de 2024, agentes federais realizaram buscas e apreensões em endereços ligados a Barbosa e a outros investigados. O inquérito apura suspeita de participação em um esquema que, segundo os investigadores, foi montado para fraudar a compra de cestas básicas, entre outros itens, durante a pandemia de covid-19, entre os anos de 2020 e 2021.

De acordo com a PF, os indícios já reunidos apontam que o governo do Tocantins pagou mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados, com prejuízo estimado superior a R$ 73 milhões aos cofres públicos. Os valores supostamente desviados teriam sido ocultados por meio da construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e pagamento de despesas pessoais dos envolvidos.

“É importante ressaltar que o pagamento das cestas básicas, objeto da investigação, ocorreu entre 2020 e 2021, ainda na gestão anterior, quando eu exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesas”, reafirmou Barbosa, em nota.

O governador afastado acrescentou que foi sua a determinação para que a Procuradoria-Geral do Estado e a Controladoria-Geral do Estado instaurassem auditoria sobre os contratos mencionados e encaminhassem integralmente as informações às autoridades competentes.

“Além dessas providências já em curso, acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de governador, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população”, concluiu Barbosa.

Fonte: Agência Brasil

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X