
Dupla suspeita de furtos fica ‘esfolada’ após virar alvo de justiceiros
Segundo relataram à Polícia Militar, os dois teriam sido agredidos horas antes na cidade vizinha de Itapema, em circunstâncias ainda não esclarecidas. As vítimas afirmaram que...
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Por Fábio Wronski
ois homens, ambos com histórico policial por crimes como furto, posse de drogas, lesão corporal e tráfico, foram encontrados gravemente feridos na noite de quarta-feira (28) em Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina. O caso, marcado por cenas de extrema violência, foi registrado por equipes do Corpo de Bombeiros, que prestaram os primeiros socorros às vítimas no Posto 4 Ilhas.
Segundo relataram à Polícia Militar, os dois teriam sido agredidos horas antes na cidade vizinha de Itapema, em circunstâncias ainda não esclarecidas. As vítimas afirmaram que estavam em um local não informado quando dois carros se aproximaram. De acordo com o relato, sete homens armados e encapuzados desceram dos veículos e iniciaram uma sequência brutal de agressões.
Após o espancamento, os homens alegam ter embarcado em um ônibus até Porto Belo, onde buscaram atendimento. Um deles relatou ainda que teve um celular Samsung J7, de cor prata, roubado durante a ação.
Imagens obtidas pelo Jornal Razão evidenciam a gravidade das lesões: cortes profundos, hematomas generalizados e sinais claros de espancamento com objetos cortantes e contundentes. As costas das vítimas apresentavam vergões e lesões extensas, indicando uso excessivo de violência.
Apesar da gravidade do caso, o boletim da Polícia Militar aponta contradições no relato das vítimas. Elas não souberam informar o local exato da agressão, tampouco detalhes dos veículos ou dos agressores, o que inviabilizou buscas por parte da guarnição. A ocorrência foi registrada como lesão corporal dolosa e roubo, mas a própria PM questiona a versão apresentada.
O atendimento às vítimas ocorreu por volta das 21h, na Avenida Governador Celso Ramos, bairro Vila Nova.
Ambos os homens possuem registros policiais em diferentes comarcas de Santa Catarina, com ocorrências e termos circunstanciados ativos e já arquivados. Uma conversa de WhatsApp que circula entre moradores da região reforça a percepção de que os dois são conhecidos no meio policial, com mensagens como: “Os dois são ladrão, ladrão pra cacete.” e “Mas o que mais tem é furto.”
A Polícia Civil deverá abrir inquérito para apurar o suposto ataque. Uma das linhas de investigação considera a possibilidade de o espancamento estar relacionado a acerto de contas ou retaliação.
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