Venezuela adverte EUA que ataque militar seria ‘calamidade’ para Washington
Em vídeo publicado nas redes sociais, durante ato de alistamento militar na refinaria El Palito, no Estado de Carabobo (costa centro-norte do país), ela declarou: “Senhores...
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Por Agência Estado
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste sábado (30) que uma ofensiva dos Estados Unidos contra Caracas seria um erro com efeitos regionais e uma “calamidade” para Washington.
Em vídeo publicado nas redes sociais, durante ato de alistamento militar na refinaria El Palito, no Estado de Carabobo (costa centro-norte do país), ela declarou: “Senhores falcões dos Estados Unidos, acalmem-se, tranquilizem-se, porque vão causar um grande dano ao seu próprio país. A Venezuela estará pronta e preparada. O povo venezuelano está pronto e preparado.”
A fala responde ao envio de navios de guerra dos EUA ao mar do Caribe, área que banha a costa venezuelana, sob o argumento de reforçar operações contra o narcotráfico. O movimento elevou o tom do confronto retórico entre Caracas e o governo de Donald Trump.
No plano diplomático, Nicolás Maduro enviou carta ao secretário-geral da ONU, António Guterres, classificando a mobilização norte-americana como “ameaça sem precedentes” à paz regional e alegando violações de tratados internacionais. Em paralelo, o presidente venezuelano ordenou o alistamento de milicianos e apareceu de farda em visitas a tropas, dizendo defender “a paz e a soberania nacional”.
A escalada verbal ocorre após Washington classificar o grupo venezuelano Tren de Aragua e o cartel mexicano de Sinaloa como “organizações terroristas globais”. O Departamento de Estado mantém recompensa de US$ 50 milhões por informações sobre autoridades venezuelanas acusadas de narcotráfico, incluindo o próprio Maduro.
Rodríguez afirmou que a Venezuela enfrenta “guerra psicológica, financeira e comunicacional” e acusou as sanções americanas de causar prejuízos bilionários ao setor petroleiro nacional. “Quem promove a guerra desde o norte deve entender que a Venezuela não é uma ameaça, mas uma esperança”, declarou a vice-presidente, classificando a defesa do país como “legítima, pacífica, mas decidida”.
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