STF aperta cerco: Bolsonaro vigiado dia e noite para evitar fuga em Brasília

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A medida será executada pela Polícia Penal do Distrito Federal, que realizará o acompanhamento de forma ininterrupta.
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Foto: Vinícius Schmidt/METRÓPOLES

Por Katiane Fermino

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou, na tarde desta terça-feira (26), o reforço do policiamento no entorno da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), localizada em Brasília.

A medida será executada pela Polícia Penal do Distrito Federal, que realizará o acompanhamento de forma ininterrupta.

A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou risco de fuga do ex-presidente. Segundo Moraes, a presença policial é “adequada e necessária” diante da proximidade do julgamento de mérito da Ação Penal 2.668/DF e para garantir a suficiência das medidas cautelares já decretadas.

O ministro destacou que o monitoramento visa complementar as restrições impostas e referendadas pela Primeira Turma do STF, assegurando a aplicação da lei penal.

No despacho, Moraes determinou que os agentes responsáveis pelo policiamento devem agir com discrição, “abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática, sem adoção de medidas intrusivas da esfera domiciliar do réu ou perturbadoras da vizinhança”.

O magistrado também deixou a critério da Polícia Penal do Distrito Federal a decisão quanto ao uso de uniformes e armamentos.

O reforço policial foi solicitado após a PF (Polícia Federal) encaminhar ao STF, na segunda-feira (25), um ofício elaborado pelo líder do PT (Partido dos Trabalhadores) na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT).

No documento, Farias pede o aumento do policiamento na casa do ex-presidente para evitar eventual fuga. A PF, em seu encaminhamento, ressaltou a necessidade de manutenção e checagem constante do sistema de monitoramento eletrônico nas imediações da residência de Bolsonaro.

As ações adotadas visam garantir o cumprimento das medidas cautelares impostas por Moraes a Bolsonaro, que está em prisão domiciliar desde 4 de agosto e utiliza tornozeleira eletrônica.

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