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O que disse o motorista que fugiu após atropelar menino de 13 anos no Bairro Brasmadeira

O Delegado Adjunto da 15ª Subdivisão Policial (SPD) de Cascavel, Pedro Luiz Fontana Ribeiro, deu detalhes sobre a investigação ...

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Por Fábio Wronski

Na manhã desta quarta-feira (20), o Delegado Adjunto da 15ª Subdivisão Policial (SPD) de Cascavel, Pedro Luiz Fontana Ribeiro, concedeu entrevista coletiva à imprensa para detalhar o caso envolvendo o atropelamento de um adolescente de 13 anos no bairro Brasmadeira. O acidente, ocorrido na última quinta-feira (14) na Rua Rio Araguaia, deixou o jovem gravemente ferido e mobilizou equipes da Polícia Civil na investigação e localização do responsável.

De acordo com o delegado, o adolescente retornava da escola quando foi atingido por um veículo modelo Palio. O motorista, após a colisão, não prestou socorro e fugiu do local. O jovem sofreu traumatismo cranioencefálico, foi entubado e encaminhado em estado grave ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP).

A Polícia Civil, por meio do Grupo de Diligências Especiais (GDE), iniciou as investigações imediatamente após tomar conhecimento do ocorrido. Os agentes identificaram o automóvel envolvido e, nesta quarta-feira, localizaram o veículo em uma residência na Região Norte de Cascavel, no mesmo bairro do acidente. O carro foi apreendido e encaminhado à delegacia para perícia.

Segundo relato do delegado Pedro Luiz Fontana Ribeiro, a equipe policial realizou campana até que o morador da residência saísse e se aproximasse do veículo. No momento oportuno, os policiais abordaram o suspeito e o convidaram a comparecer à sede da 10ª Central para prestar depoimento. Durante o interrogatório, o motorista confessou ser o responsável pelo atropelamento e afirmou não ter parado para socorrer a vítima por receio, acreditando inicialmente que o adolescente não havia se ferido gravemente.

O condutor alegou ainda que o acidente ocorreu porque o adolescente teria saído repentinamente na rua empinando a bicicleta, colidindo com o automóvel no cruzamento de uma esquina. Apesar da confissão, o motorista foi ouvido e liberado, conforme explicou o delegado: “É como um estado de flagrante, ele foi ouvido, interrogado e liberado”.

O delegado informou que o motorista responderá, a princípio, por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e por omissão de socorro, além de ser investigado por deixar o local do acidente para se eximir de responsabilidade civil e criminal. Foi constatado ainda que o veículo trafegava de forma irregular, com toda a documentação vencida. O delegado classificou o automóvel como “veículo de estouro”, por não estar em dia com os registros obrigatórios.

Durante a coletiva, o delegado orientou motoristas envolvidos em acidentes, especialmente quando há vítimas, a não fugirem do local, mesmo diante de medo ou tensão. “Se a pessoa se sentir ameaçada, ela aciona o socorro e tenta localizar a autoridade policial, comunicando o ocorrido. Isso já alivia bastante a situação do indivíduo”, ressaltou.

Por fim, o delegado destacou que o motorista envolvido já responde a outro processo semelhante. Em 2019, ele foi investigado por lesão corporal, omissão de socorro e dirigir sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O inquérito anterior foi arquivado, mas atualmente sua habilitação encontra-se suspensa, aguardando processo de reciclagem.

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