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Mayara da Silva Teles fingiu estar morta para que irmão não prosseguisse com execução

Karolaine da Silva Teles, adolescente de 14 anos, foi morta a facadas pelo próprio tio, de 19 anos. Durante o ataque, a mãe da vítima, Mayara...

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Por Fábio Wronski

O delegado Fabiano Moza concedeu entrevista coletiva para detalhar o crime registrado na última sexta-feira (15), na Rua Portugal, no Bairro Cascavel Velho. O caso causou grande comoção entre os moradores devido à violência empregada e ao perfil das vítimas.

Karolaine da Silva Teles, adolescente de 14 anos, foi morta a facadas pelo próprio tio, de 19 anos. Durante o ataque, a mãe da vítima, Mayara da Silva Teles, de 30 anos e irmã do autor, também foi gravemente ferida. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros em estado gravíssimo e permanece internada no Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), com quadro estável.

Segundo o delegado Moza, a equipe policial conseguiu ouvir Mayara no sábado, o que permitirá à autoridade policial colher mais detalhes do ocorrido. “A vítima está em estado estável, a equipe conseguiu ouvi-la no sábado, então agora eu vou poder fazer a oitiva dela para ela esclarecer melhor os detalhes do que aconteceu lá, mas a versão apresentada pela equipe policial, que foi ao local, é condizente com o laudo que foi feito pela Polícia Científica, de que a vítima foi atacada quando estava no colchão deitado, não que teria tido uma briga entre a mãe e a filha e ele tentou ajudar e teve que se defender, essa versão dele até por enquanto não é condizente com o laudo”, afirmou o delegado.

O laudo pericial aponta que Karolaine foi atingida por aproximadamente 16 golpes de faca, com marcas evidentes de defesa nos antebraços e nas mãos. “Foi desferido golpes de faca na sobrinha do autor, de 14 anos de idade. Conforme o laudo pericial, aproximadamente 16 golpes foram desferidos. Tinha marca no antebraço, no dorso das mãos, então um sinal típico de defesa”, detalhou Moza.

Mayara relatou que também foi ferida com vários golpes de faca e, para sobreviver, simulou estar morta, impedindo que o agressor consumasse o crime contra ela. O autor foi preso pela Polícia Militar e, segundo o delegado, tentou destruir provas: “O autor, a versão dele, ele foi preso pela polícia militar, foi conduzido, foi encontrada a faca, ele tentou botar fogo no objeto, no instrumento, para dificultar a perícia. A faca foi apreendida pela equipe da polícia científica.”

O investigado alegou que teria ocorrido uma briga entre mãe e filha e que teria agido para se defender. No entanto, tal versão foi descartada tanto pelos laudos quanto pelo depoimento de Mayara. “A versão dele apresentada é que as duas estariam brigando e ele tentou intervir e ele teria uma das vítimas, teria ido contra ele com a faca e ele teve que se defender”, explicou Moza.

O delegado também informou que, até o momento, a Delegacia de Homicídios já registrou, em 2025, 35 homicídios, um infanticídio e três feminicídios — número igual ao do ano passado — totalizando 39 mortes violentas.

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