
‘Jamais, é ilógico!’: Fala servidor sobre demora em processo do ‘Professor Monstro’
Três servidoras públicas que trabalharam no CMEI Vicentina Guisso, local para onde foi transferido o acusado depois do processo, e também um servidor da Divisão de...
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Por Katiane Fermino
Na tarde desta sexta-feira (15), a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), que investiga possíveis irregularidades no processo de apuração de assédio sexual cometido por um servidor público em um CMEI do Interlagos, ouviu mais quatro pessoas.
Três servidoras públicas que trabalharam no CMEI Vicentina Guisso, local para onde foi transferido o acusado depois do processo, e também um servidor da Divisão de Transparência e Ética da Controladoria Geral do município.
O servidor da controladoria foi chamado para falar sobre a demora de quase cinco anos do processo. Ele trabalhou no setor responsável pelos processos administrativos, sindicâncias e investigações preliminares sumárias por 10 anos, até 2018.
Deixou claro que havia entre eles uma prioridade para processos: Crianças, crimes e interesse da população. Alegou que nesse caso não precisaria nem de uma preliminar, o que ocorreu e levou cerca de seis meses. Ele também afirmou que na época dele o afastamento do servidor era imediato.
“Qualquer um tem competência de afastar, se não foi feito o pedido, alguém deve fazer. Na minha época, envolvia criança, já fazia na hora. Desde que esteja na lei, qualquer um pode pedir o afastamento”
Servidor
O vereador Valdecir Alcantara (PP), membro da CPI, perguntou que se ele ainda estivesse lá dentro, teria demorado mais de quatro anos e a resposta do servidor foi clara:
“Jamais, é ilógico!”
Servidor
O servidor ainda alegou que outras pessoas conseguiriam afastar o acusado, como o prefeito.
“Corregedoria teria o poder de afastar a pessoa até acabar o processo, mas outras autoridades poderiam pedir, como o prefeito.”
Servidor
As três professoras alegaram que não sabiam de nada até que o caso fosse levado para a mídia, todas disseram que ele era uma pessoa alegre e feliz. Mas relataram que o acusado de forma alguma deveria trabalhar depois que o caso foi levado ao conhecimento dos adultos.
Uma das professoras disse que apesar de ter formações sobre o tema, tem claro o que deve ser feito e ainda acrescenta que nunca viu um caso como esse.
“Suspeita de abuso nem precisamos ter orientação, quando vê, automaticamente reportamos para coordenação.” Acrescentou: “Em onze anos não tinha visto um fato como esse.”
Professora
A CPI é composta pelos vereadores Everton Guimarães (PMB), presidente; Hudson Moreschi (Podemos), relator; Contador Mazutti (PL), secretário; Valdecir Alcantara (Progressistas) e Dr. Lauri (MDB), membros.
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