
Fiscal da fazenda, preso por propina de R$ 1 bilhão, usava mãe de 76 anos como laranja
Segundo as investigações, Artur teria arrecadado cerca de R$ 1 bilhão em propina desde 2021, utilizando uma empresa registrada em nome de sua mãe, Kimio Mizukami...
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Por Katiane Fermino
O fiscal da Secretaria de Estado da Fazenda de São Paulo, Artur Gomes da Silva Neto, foi preso nesta terça-feira (12) durante a Operação Ícaro, deflagrada pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo).
Segundo as investigações, Artur teria arrecadado cerca de R$ 1 bilhão em propina desde 2021, utilizando uma empresa registrada em nome de sua mãe, Kimio Mizukami da Silva, de 76 anos, para operar o esquema.
De acordo com o MPSP, Kimio, que é professora, atuava como “laranja” do filho por meio da Smart Tax Consultoria e Auditoria Tributária, empresa utilizada para movimentar os valores ilícitos.
Artur ocupava o cargo de supervisor da Diretoria de Fiscalização (DIFIS) da Fazenda estadual paulista e, segundo os promotores, atuava não apenas em benefício da Ultrafarma, mas também de outras empresas.
A Operação Ícaro também resultou na prisão do dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e do executivo da Fast Shop, Mario Otávio Gomes. Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em residências dos investigados e nas sedes das empresas envolvidas.
As apurações indicam que o fiscal manipulava processos administrativos para facilitar a quitação de créditos tributários de empresas, recebendo, em contrapartida, pagamentos mensais de propina por meio da empresa em nome da mãe. Os valores recebidos por Artur já ultrapassariam R$ 1 bilhão, conforme apurado até o momento.
Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As diligências seguem em andamento.
Em nota oficial, a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz) informou que instaurou procedimento administrativo para apurar rigorosamente a conduta do servidor envolvido.
A pasta afirmou também ter solicitado ao MPSP o compartilhamento de todas as informações sobre o caso, além de se colocar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações por meio de sua corregedoria.
“A administração fazendária reitera seu compromisso com os valores éticos e justiça fiscal, repudiando qualquer ato ou conduta ilícita, comprometendo-se com a apuração de desvios eventualmente praticados, nos estritos termos da lei, promovendo uma ampla revisão de processos, protocolos e normatização relacionadas ao tema”
Sefaz
As investigações continuam e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos das autoridades.
Fonte: Metrópoles
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