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“Brutalidade, covardia e clamor por justiça”: advogado detalha assassinato com 18 facadas que vitimou Jean Carlos

Dr. Luciano não poupou palavras ao classificar o crime como “extremamente cruel e covarde”, destacando que as imagens captadas por câmeras de segurança evidenciam a premeditação...

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Por Diego Cavalcante

A CGN conversou com o advogado Dr. Luciano de Souza Katarinhuk, que atua como assistente de acusação no julgamento de Danilo Sutil Alves, David Helry de Mattos e Victor Matheus Alcalá de Haro Lamotta. Os três réus são acusados de assassinar Jean Carlos Siqueira Ferreira com 18 facadas na madrugada de 8 de junho de 2023, em Assis Chateaubriand. O júri popular está marcado para os dias 12 e 13 de agosto na comarca local.

Dr. Luciano não poupou palavras ao classificar o crime como “extremamente cruel e covarde”, destacando que as imagens captadas por câmeras de segurança evidenciam a premeditação dos envolvidos. Segundo ele, Jean foi chamado por um dos autores e, em seguida, empurrado e atacado com múltiplas facadas em plena calçada, diante de diversas testemunhas.

“Jean era um sujeito do bem, tinha acabado de deixar o Exército Brasileiro após oito anos de serviço. Estava em um local público e foi colhido de forma tão covarde. O mandante assistiu tudo de perto, enquanto os dois executores cometeram essa atrocidade,” afirmou o advogado.

De acordo com a acusação, os três envolvidos chegaram juntos à loja de conveniência, localizada no centro da cidade, que estava lotada. Imagens mostram o momento em que os autores trocam olhares com o mandante e iniciam a emboscada. A vítima é chamada para uma área mais afastada, sob aparência de uma conversa amistosa, e então surpreendida com o ataque.

“Um dos autores empurra Jean, enquanto o outro saca a faca escondida sob a blusa, arregaça a manga e começa a desferir os golpes. Foram 18 facadas, além de chutes. Quando as pessoas tentaram intervir, foram ameaçadas com uma arma de fogo,” relatou Katarinhuk.

“É um homicídio triplamente qualificado – motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima”, reforça o advogado, que acompanhará o julgamento ao lado do Ministério Público. A família de Jean, ainda em luto, espera que os três acusados recebam uma pena próxima do máximo previsto pela lei.

“A sociedade quer justiça. E é isso que nós vamos buscar no tribunal,” concluiu.

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