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Reprodução: Instagram/@scuderiaferrari

Você já viu alguém triste em uma Ferrari?

Em uma temporada onde a Ferrari ocupa a vice-liderança entre as equipes e já soma vitória em corrida sprint e pole importante, a tristeza parece ter...

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Por Diego Cavalcante

Reprodução: Instagram/@scuderiaferrari

A pergunta soa quase como uma contradição. Afinal, o carro é símbolo de luxo, velocidade e conquistas — um sonho sobre quatro rodas. Mas nem sempre quem está ao volante carrega a mesma euforia que o emblema no capô sugere. Às vezes, o brilho da lataria não reflete o que se passa por dentro: há dores que nem um motor V6 turbo híbrido consegue silenciar. Porque, no fim das contas, felicidade não é garantida nem mesmo com um cavalo empinado guiando o caminho.

Em uma temporada onde a Ferrari ocupa a vice-liderança entre as equipes e já soma vitória em corrida sprint e pole importante, a tristeza parece ter invadido o cockpit de seus pilotos titulares. Lewis Hamilton e Charles Leclerc vivem momentos de frustração profunda na Fórmula 1 2025, mesmo com um carro competitivo em mãos.

Hamilton: do sonho vermelho à crise de confiança

O heptacampeão mundial Lewis Hamilton, que trocou a Mercedes pela Ferrari em busca de um novo capítulo glorioso na carreira, amarga um modesto sexto lugar no campeonato com 109 pontos — atrás até de George Russell, que assumiu a liderança dentro de sua antiga equipe. Após ser eliminado ainda no Q2 da classificação para o GP da Hungria, Hamilton desabafou no rádio e nas entrevistas:

Sou inútil. A equipe não tem nenhum problema, o carro está na pole. Provavelmente precisamos trocar de piloto“, disparou, visivelmente abalado, ao comparar seu desempenho ao de Leclerc.

Mesmo com uma Ferrari que já venceu sprint em 2025, Hamilton tem sido superado regularmente pelo companheiro e, mais grave, parece estar em conflito interno com sua própria performance — algo raro em sua longa e vitoriosa carreira.

Leclerc: da liderança à perda de rendimento

Se Hamilton sofre com a adaptação e os sábados ruins, Charles Leclerc enfrenta outra dor: a quebra de expectativa em domingos promissores. No GP da Hungria, o monegasco largou da pole e liderou a primeira parte da prova. No entanto, um problema no chassi — identificado apenas após a bandeira quadriculada — fez com que ele despencasse de rendimento, perdendo 37 segundos nas últimas 30 voltas e finalizando longe da vitória.

Isso é incrivelmente frustrante”, reclamou Leclerc pelo rádio da equipe. “Perdemos toda a competitividade. Vocês só precisavam me ouvir. Eu teria encontrado uma maneira diferente de gerenciar esses problemas. Agora é simplesmente impossível dirigir. Impossível de dirigir. Será um milagre se terminarmos no pódio”, reclamou no rádio, antes de saber do defeito.

Com 151 pontos, Leclerc ocupa a quinta colocação no Mundial de Pilotos, atrás de Russell (172), Verstappen (187), Norris (275) e o líder Oscar Piastri (284). Mesmo com boas classificações, a consistência em corrida continua sendo seu calcanhar de aquiles.


Reprodução: Instagram/@scuderiaferrari

Uma Ferrari competitiva, dois pilotos frustrados

A imagem do time de Maranello até pode ser de recuperação técnica, mas a Ferrari de 2025 parece ter se transformado em uma máquina que alimenta as frustrações de seus astros. Hamilton sente que está falhando com a equipe. Leclerc sente que a equipe falha com ele.

E assim, dois pilotos com um total de sete títulos mundiais acumulam decepções — provando que sim, é possível ver alguém triste em uma Ferrari.

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