Caso Juliana Marins: Guia Ali Musthofa quebra silêncio e detalha últimos momentos no vulcão

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A jovem brasileira faleceu em junho deste ano, após cair em um abismo enquanto realizava o passeio turístico.
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Foto: Redes Sociais

Por Katiane Fermino

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O guia Ali Musthofa, responsável por acompanhar o grupo de turistas onde estava Juliana Marins, se pronunciou publicamente a respeito do acidente fatal ocorrido durante uma trilha no vulcão Rinjani, localizado na ilha de Lombok, Indonésia.

A jovem brasileira faleceu em junho deste ano, após cair em um abismo enquanto realizava o passeio turístico. Em entrevista concedida ao produtor de conteúdo indonésio Denny Sumargo, Musthofa detalhou os momentos que antecederam o acidente.

Segundo o guia, Juliana apresentava sinais de cansaço e era a integrante mais lenta do grupo.

“A Juliana era a mais lenta, vi que ela estava muito cansada. Mas, no pacote compartilhado, eu tinha seis pessoas. Os demais seguiram adiante. Fiquei preocupado com o grupo da frente porque, quando você chega e sai do cume do Rinjani, é muito perigoso”.

Ali Musthofa

Musthofa afirmou que, devido à inexperiência de Juliana, chegou a oferecer um pacote individual de acompanhamento, que foi recusado pela turista. Minutos antes do acidente, ele teria orientado Juliana a esperar enquanto verificava a situação dos demais integrantes do grupo que haviam avançado na trilha.

“Eu disse para ela: ‘Você pode esperar aqui. Eu só quero checar como eles estão lá na frente. Eu vou te esperar lá’. Eu esperei 30 minutos, e ela não chegou. Voltei ao último lugar e não encontrei nada, mas vi uma lanterna a 150 metros para baixo. Tive a sensação de que era a Juliana. Eu entrei em pânico”.

Ali Musthofa

Após identificar a possível queda, o guia permaneceu no local, tentando prestar apoio à brasileira.

“Eu fiquei lá o tempo todo porque continuava dando apoio para a Juliana. Eu gritava para ela lá de cima, para ela esperar e nunca, nunca se mover. Ela só conseguia dizer ‘help me’ [me ajude]”

Ali Musthofa

Durante a entrevista, Musthofa revelou que manteve esperanças de que Juliana pudesse ser resgatada com vida.

“Sim [tinha esperança de que ela sobrevivesse]. E também queria poder pedir desculpas a ela. Pelo menos ter a chance de dizer ‘me desculpe’”.

Ali Musthofa

O guia relatou ainda que, posteriormente, encontrou o pai e a irmã de Juliana na embaixada do Brasil, onde prestou esclarecimentos sobre o ocorrido.

“Informei sobre a queda da Juliana, dei a cronologia dos fatos e pedi desculpas a eles também. Eles ficaram com raiva. Eu disse que aceito qualquer consequência. Falei com sinceridade, que fiz tudo o que pude para salvar a Juliana, mas infelizmente Deus quis diferente”.

Ali Musthofa

O caso segue gerando repercussão e levanta discussões sobre a segurança em trilhas de alta dificuldade, especialmente para turistas estrangeiros com pouca experiência.

Fonte: Revista Caras

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