Ministério Público do Paraná ajuíza ação para que Estado realize cirurgia de redesignação sexual em mulher trans

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De acordo com o Ministério Público, a paciente é acompanhada desde 2021 por uma equipe multiprofissional.
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Paraná faz mais de 1.800 cirurgias eletivas por dia, número é o maior da décadaFoto: HRCO/SESA/Arquivo AEN

Por Fábio Wronski

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 4ª Promotoria de Justiça da comarca de Umuarama, ajuizou ação civil pública para que o Estado do Paraná seja obrigado a garantir a realização de cirurgia de redesignação sexual para uma mulher transexual residente no município, localizado na região Noroeste do estado. No Brasil, a realização do procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é assegurada por lei.

De acordo com o Ministério Público, a paciente é acompanhada desde 2021 por uma equipe multiprofissional. Após dois anos de acompanhamento, foi atestada a indicação clínica para a realização dos procedimentos, conforme estabelece a Portaria GM/MS 2.803/2013 do Ministério da Saúde, que regulamenta o processo transexualizador no SUS. O tratamento é prescrito como medida terapêutica para o manejo da disforia de gênero, com respaldo médico e psicológico.

A paciente ainda não teve acesso ao procedimento. Segundo o Ministério Público, a cirurgia não tem sido ofertada no Estado do Paraná, e não há pactuação interestadual para o encaminhamento de pacientes a unidades habilitadas em outros estados.

A ação judicial, conforme o MPPR, fundamenta-se no direito ao acesso integral, universal e igualitário à saúde pública, previsto na Constituição Federal. O objetivo é assegurar a efetividade da política nacional de atenção à saúde da população LGBTQIA+, conforme determina a legislação vigente.

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